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28 de abril de 2016, 16h18

Áudio do senador Hélio José sobre golpe revela artimanhas do PMDB

Em conversa divulgada na internet, parlamentar afirma que Michel Temer precisou se aliar aos "bandidos do Cunha" para alcançar o poder e garantiu que Brasil irá "chorar lágrimas de sangue", pedindo pela volta do PT ao governo. Ele prevê agravamento da crise e perda de direitos sociais; confira.

Em conversa divulgada na internet, parlamentar afirma que Michel Temer precisou se aliar aos “bandidos do Cunha” para alcançar o poder e garantiu que Brasil irá “chorar lágrimas de sangue”, pedindo pela volta do PT ao governo. Ele prevê agravamento da crise e perda de direitos sociais; confira

Por Redação

Em conversa com um blogueiro de Brasília, o senador Hélio José (DF), recém-filiado ao PMDB, revela detalhes das estratégias do partido no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff. O áudio acabou sendo publicado na internet e divulgado pelo WhatsApp.

No diálogo, Hélio afirma que o vice-presidente Michel Temer precisou firmar compromissos com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e com empresários para conseguir o comando do país. “Se o Temer assumir, o problema é que vai assumir o compromisso que ele teve de assinar com os bandidos do Cunha e com o grande empresariado”, revelou.

O parlamentar disse que ainda não se decidiu se votará contra ou a favor do impeachment no Senado, elogiou o ex-presidente Lula e garantiu que o Brasil irá “chorar lágrimas de sangue” e implorar pela volta do PT ao poder. Na opinião do senador, as pessoas foram às ruas por influência da Rede Globo e não vão demorar para perceber que a crise não será solucionada no governo Temer.

Hélio José também ressaltou o possível retrocesso nas conquistas sociais dos trabalhadores: “Vão ver a desgraceira que vai acontecer nesse país com arrocho, onde servidor público vai ser tratado na pinhola, onde o servidor público vai perder os seus direitos”. Procurada, a assessoria do senador não contestou as informações da gravação, mas disse se tratar de uma conversa informal que foi divulgada sem autorização do congressista.

Foto de capa: Moreira Mariz/Agência Senado


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