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20 de setembro de 2016, 11h31

A duas semanas para as eleições, pesquisa indica melhoria da percepção dos paulistanos sobre o trânsito

Aumentou a aprovação de políticas implantadas pelo prefeito da capital e candidato à reeleição Fernando Haddad, como a abertura de ruas e avenidas para lazer, ciclovias e faixas exclusivas de ônibus ou ainda a redução da velocidade máxima nas vias

Por Rodrigo Gomes, na RBA

As medidas de redução da velocidade máxima nas ruas e avenidas, implementação de ciclovias e faixas exclusivas de ônibus, e ampliação do número de radares, realizadas pela gestão do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), tiveram impacto positivo no trânsito, segundo a percepção dos paulistanos ouvidos em pesquisa divulgada nesta segunda-feira (19) pela Rede Nossa São Paulo e o Ibope. O trânsito melhorou duas posições no ranking de áreas problemáticas da capital paulista e teve redução de 44% nas menções dos entrevistados quanto à área que consideravam com mais problemas na cidade.

Em 2014, o trânsito era considerado a quarta pior área da capital paulista, com 32% de menções negativas entre o total de entrevistados. Em 2015, o setor já havia melhorado uma posição. Neste ano, o trânsito passou para a sexta posição, com 18% das menções. A melhora se deu mesmo com o aumento da frota de veículos na capital paulista, que atingiu oito milhões de automóveis, em maio do ano passado. Segundo a pesquisa, 60% dos paulistanos têm ao menos um carro e 33% utilizam carro todos os dias, mesmo como carona. No entanto, metade dos ouvidos disse usar o carro com menos frequência que há um ano.

Também aumentou a aprovação da abertura de ruas e avenidas para lazer na capital paulista, incluindo a Avenida Paulista, principalmente entre os que utilizam automóveis cotidianamente. Em 2015, 64% dos paulistanos, dentre os quais 54% dos que utilizam carro diariamente, aprovavam a medida. Neste ano, os índices aumentaram para 76% e 75% respectivamente.

O apoio à construção de corredores e faixas exclusivas de ônibus segue alto: 92% dos paulistanos apoiam a medida. No ano passado, o índice era de 90%. Os favoráveis à ampliação das ciclovias também cresceram: 68% da população da capital paulista – e 58% dos que usam automóveis todos os dias – querem o aumento da rede cicloviária. Segundo a pesquisa, três em cada quatro paulistanos nunca andaram de bicicleta. O principal motivo apontado é a falta de segurança para os ciclistas, representado por medo de furtos ou roubos, desrespeito dos motoristas e motociclistas e buracos e irregularidades no solo. Porém, os que já andaram nas ciclovias apontam muito menos problemas de segurança que os que nunca andaram.

O apoio à redução da velocidade máxima nas ruas e avenidas, no geral para 50 km/h, também recebeu maior apoio neste ano, mas ainda é um ponto das políticas da gestão Haddad para a mobilidade que divide os paulistanos. No ano passado, 43% eram favoráveis e 53%, contrários à medida. Neste ano, 47% se posicionaram a favor e 50% contra a redução. Dados comparativos dos anos de 2014 e 2015, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), indicam que o número de mortes em acidentes na capital caiu 20,6%, após a política. O número total de acidentes caiu 15%.

A pesquisa foi lançada como evento de abertura da Semana da Mobilidade, que culmina no Dia Mundial Sem Carro, na quinta-feira (22). Foram ouvidas 602 pessoas, entre os dias 23 de agosto e 1º deste mês. A relação de áreas problemáticas da capital paulista apresentou, em primeiro lugar, a saúde pública, seguida pelo desemprego, segurança pública, educação e transporte coletivo, que também melhorou uma posição em relação ao ano passado.

 


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