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19 de junho de 2018, 06h45

Ação do MP leva Dolly a demitir 700 funcionários

Dono da empresa se diz vítima de complô de concorrente multinacional

A empresa de refrigerantes Dolly demitiu todos os 700 funcionários de uma das fábricas, em Tatuí, interior de São Paulo.  A decisão foi anunciada nesta segunda-feira pelo dono da empresa, Laerte Codonho depois de o MInistério Público bloquear as contas da empresa. Ele é acusado pelo MP de sonegar R$ 4 bilhões em impostos.  Codonho se diz vítima de um complô com a participação da Coca-Cola.

“Demitimos a fábrica inteira. São cerca de 700 funcionários. Se a conta está presa, não consigo pagar funcionários e também não consigo pagar imposto”, disse o empresário à Folha de São Paulo.

Codonho chegou a ser preso em uma operação conjunta do MP, procuradoria e polícia.  A justificativa alegada foi a necessidade de impedir a destruição de provas. Ele nega  ser possível a Dolly ser devedora da cifra bilionária, mas recebeu a determinação judicial de ficar em recolhimento domiciliar e afastado do comando da  empresa.

Além da fábrica em Tatuí, a Dolly tem outra unidade em Diadema e uma engarrafadora no Rio de Janeiro. O empresário afirma que toda a cadeia de produção tem sido prejudicada com o bloqueio das contas.

O empresário afirma ser vítima de um complô formado entre a Procuradoria e a Coca-Cola, que estaria se sentindo ameaçada pelo volume de vendas da empresa nacional. Ele alega que a dívida da Dolly vem sendo honrada em um parcelamento de débito negociado desde o ano anterior.

Outro lado 

A Procuradoria afirma que os débitos do  grupo Dolly, inscritos em dívida ativa, estão disponíveis para consulta pública na página eletrônica do órgão, onde é possível verificar débito superior total a R$ 1,5 bilhão. De acordo com a procuradoria, o bloqueio das  contas da empresa foi determinado em ações do MP e da Procuradoria pela atuação da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

A Coca-Cola informou que “não tem qualquer envolvimento com os processos judiciais que o empresário enfrenta”.

 

 


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