Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
02 de fevereiro de 2012, 09h48

Acesso a terra e à água para o desenvolvimento da agricultura familiar

O acesso a terra e à água, e as políticas públicas voltadas para a agricultura familiar foram os destaques do painel Eixos Temáticos para Convivência com o Semi-Árido e as Políticas de Desenvolvimento da Agricultura Familiar, na tarde do primeiro dia do Encontro Nacional de Convivência com o Semi-Árido: Perspectivas de ATER e Formas de Financiamento. O painel foi formado pelo representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Roberto Malvezzi; pela coordenadora executiva da Articulação no Semi-Árido Brasileiro, Valquíria Lima; e pelo secretário de Agricultura Familiar, Adoniram Peraci.

Fazendo referência a figuras históricas no processo de luta pela terra, Roberto Malvezzi iniciou o debate lembrando, primeiramente, das lutas dos povos indígenas e quilombolas, e também de Antônio Conselheiro, Padre Ibiapina, e Padre Cícero. “Por trás das questões atuais que enfrentamos, existem questões históricas que perpetuam o modelo de divisão de terras que existe hoje”, explica. Para Malvezzi, o acesso a terra é o problema chave do sertão. “Se as famílias não têm terra, não têm como viabilizar a agricultura familiar”.

Valquiria Lima complementou, afirmando que além da terra, o povo do Semi-Árido precisa ter água para produzir e, conseqüentemente, viver com dignidade. “A sustentabilidade da agricultura familiar está diretamente ligada à água e a terra. Hoje, a água é um bem precioso, uma mercadoria. É preciso lutar para que a água seja um bem comum”. A coordenadora da ASA também alertou para as constantes ameaças que a biodiversidade brasileira vem sofrendo e como isso vem impactando às comunidades do Semi-Árido. “Precisamos valorizar e fortalecer o trabalho, feito principalmente pelas mulheres, no campo da conservação da biodiversidade”.

Segundo Adoniram Peraci, “o desenvolvimento do Semi-Árido com base na agricultura familiar requer uma articulação de políticas que extrapolam o nível dos ministérios. É preciso se articular com outros conceitos, políticas, e ações dos movimentos sociais, por exemplo, que colaboram com esse desenvolvimento. O secretário complementa, dizendo que “a ASA e a Rede ATER Nordeste tem um papel fundamental de perceber como chega a educação, a assistência técnica, o sistema de saúde, e a política de crédito rural nas famílias do Semi-Árido, contribuindo, dessa forma, para o desenvolvimento sustentável da região.

O Encontro Nacional de Convivência com o Semi-Árido: Perspectivas de ATER e Formas de Financiamento continua até amanhã, 19. . Hoje, estão previstos mais três painéis: PNATER e a construção de conhecimentos e práticas para convivência com o SAB: a política e as experiências de organizações da sociedade civil de ATER no Semi-Árido; Estratégias de acesso ao crédito para a Agricultura Familiar no Semi-Árido; e Ações estruturantes para a convivência com o Semi-Árido.

Leia mais no site da Articulação do Semi Árido


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum

#tags