No rastro do crime ambiental nas praias do Nordeste
27 de outubro de 2015, 19h24

“Acha que eu não mentiria para virar médico e ter sua vida hipócrita na minha mão?”, diz residente

A frase foi escrita pelo médico Henri Sato Júnior, que atua no maior hospital da Baixada Santista, em um comentário sobre o tema da prova do Enem; "Filha, pra te comer eu até falo que votei no Haddad", comentou no post de uma internauta; página feminista pede que o Conselho Regional de Medicina o afaste

A frase foi escrita pelo médico residente Henri Sato Júnior, que atua no único hospital público estadual da Baixada Santista, em um comentário sobre o tema da prova do Enem; “Filha, pra te comer eu até falo que votei no Haddad”, comentou no post de uma internauta; página feminista pede que o Conselho Regional de Medicina o afaste

Por Ivan Longo

Depois dos deputados Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Marco Feliciano (PSC-SP), agora é um médico residente que está causando polêmica com seu posicionamento contrário em relação ao tema da redação do Enem deste ano – que tratava da violência contra a mulher. Em um comentário na publicação de uma garota, que elogiava o tema escolhido, Henri Sato Junior disse que mentiria em uma redação, inclusive para virar médico.

“Filha, pra te comer eu até falo que votei no Haddad. Acha que eu não mentiria numa redação para virar médico e ter sua vida hipócrita na minha mão?”, disparou o médico, que atua no hospital Guilherme Álvaro, único hospital público estadual para a população da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. Sato é aluno da Faculdade de Ciências Médicas de Santos.

Foto: Reprodução

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Apesar de ele ter apagado o comentário, a página “Feminismo Sem Demagogia” conseguiu reproduzir a imagem da tela quando a publicação ainda estava no ar e repercutiu o caso. No começo da noite desta terça-feira (27/10), a postagem da página estava com mais de 2 mil compartilhamentos.

“Precisamos da ajuda de vocês para que a ouvidoria do Conselho Regional de Medicina tome as medidas administrativas necessárias para o afastamento do mesmo”, convoca a página, colocando o endereço de e-mail do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) para que as pessoas façam a denúncia.

Procurado, o Cremesp informou que ainda não recebeu nenhuma denúncia formal sobre o caso para que possa se posicionar.

O médico, diante da repercussão de seu comentário, apagou o texto e fez outro de retratação na tarde desta terça-feira (27) alegando que fez “mau uso das palavras” e que foi “mal interpretado”.

Reprodução

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