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02 de fevereiro de 2012, 09h48

Acusado, Menem joga golpe e mostra atestado médico para faltar ao tribunal

Acusado de contrabando de armas ao Equador e à Croácia durante seu governo, o ex-presidente argentino Carlos Menem faltou à primeira audiência de seu julgamento, apresentando um atestado médico, enquanto a imprensa local afirma que Menem foi visto jogando golfe na província de La Rioja.
De acordo com o atestado, apresentado pelo advogado de defesa Omar Daer, Menem, de 77 anos, apresenta "um quadro de estresse, com uma anemia grave, diabetes e alergia".
O tribunal responsável pelo caso decretou hoje que Menem será "obrigado" a assistir à sentença, quando ela for definida.
O ex-presidente, junto com outras 17 pessoas, é acusado de crime de contrabando agravado por enviar sete navios e três aviões de armamento ao Equador e à Croácia, países que, na época, estavam em guerra.
De acordo com a ONU e com a Organização dos Estados Americanos (OEA), os dois países estavam proibidos de receberem auxílio bélico.
Durante sua gestão, Menem assinou três decretos secretos que tinham o Panamá e a Venezuela como destino falso das armas.
O promotor do caso, Ricardo Monner Sans, assegurou que a explosão da Fábrica Militar de Rio Tercero, em 1995, foi uma "bárbara conseqüência civil, em que foi necessário matar para que desapareceram os rastros necessários para uma investigação profunda".
Para Sans, na fábrica haveria provas de que o contrabando realmente aconteceu. O promotor diz que foram enviadas cerca de 6500 toneladas de armas para os dois países.
O depoimento de Menem no julgamento será realizado "de acordo com o cronograma a ser determinado pelo Tribunal e de acordo com o monitoramento sobre seu estado de saúde", em prazo estimado de até duas semanas.

(Com informações da agência ANSA)


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