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26 de agosto de 2016, 15h03

Advogado negro é preso de forma arbitrária em Curitiba e colocado nu na carceragem

Renato Freitas Júnior ouvia rap com amigos quando foi algemado e agredido por guardas municipais. Ele acusa os agentes de injúria racial e abuso de autoridade; confira o vídeo.

Renato Freitas Júnior ouvia rap com amigos quando foi agredido e algemado por guardas municipais. Ele acusa os agentes de injúria racial e abuso de autoridade; confira o vídeo

Por Redação

O advogado e candidato a vereador pelo PSOL, Renato Freitas Júnior, de 32 anos, foi preso na tarde desta quinta-feira (25) por desacato. Ele estava ouvindo rap em uma rua no centro de Curitiba quando foi abordado por guardas municipais.

“Eu só disse que se revistassem meu carro eu queria estar presente para reconhecer algo que eventualmente fosse encontrado, se fosse encontrado”, relatou. “Quando mostrei minha carteira da OAB, disseram que era falsa. ‘Olha pra esse neguinho, olha pra essa foto. Com certeza é falsa’”.

Renato contou ter sido algemado, agredido e que um dos agentes pisou em seu rosto. “Ele falou ‘se eu pisasse na merda eu teria mais problemas do que se pisasse em você’, e fez várias ofensas raciais”, relatou. Em seguida, foi despido e colocado sozinho em uma cela, onde ficou por cerca de três horas.

Um grupo de pelo menos sete advogados foi até a delegacia para fazer a defesa do colega. Eles identificaram os crimes de injúria racial, agressão física e abuso de autoridade por parte dos dois guardas envolvidos no caso, Jean Pereira Barbosa e Nilson Junior Pedroso.

Em nota, o PSOL criticou o que chamou de “violência racista e institucional”. “Repudiamos quaisquer atos de criminalização da juventude negra e periférica de nossa cidade, que ocupa as ruas com sua arte”, afirmou o comunicado.

Confira abaixo o depoimento de Renato Freitas sobre o caso.


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