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23 de setembro de 2013, 09h49

Alemanha: Merkel vence as eleições e partido de esquerda é terceira força política

A chanceler falou de um “grande resultado” e agradeceu a enorme confiança depositada pelos eleitores

A chanceler falou de um “grande resultado” e agradeceu a enorme confiança depositada pelos eleitores

Por Esquerda.net

Exaltação e desilusão marcaram a noite eleitoral da coligação governativa preta e amarela: enquanto a CDU/CSU da chanceler Angela Merkel sai vencedora nas eleições para o Bundestag deste domingo, os liberais do FDP falharam a entrada no Bundestag pela primeira vez na história.

Os conservadores, segundo projeções à boca de urna da ARD e ZDF – os dois canais públicos federais alemães -, estiveram próximos da maioria absoluta. Precisarão, no entanto, de encontrar um novo parceiro de coligação.

O partido eurocético de direita, Alternative Für Deutschland (Alternativa para a Alemanha), não alcançou por pouco a cláusula barreira dos cinco por cento.

O partido da chanceler alemã Angela Merkel venceu as eleições federais deste domingo, obtendo o melhor resultado para o partido desde 1994 (Armin Kübelbeck/WikiCommons)

De acordo com as projeções, o partido de Merkel alcançou entre 41,7 e 41,9% dos votos. Foi a primeira vez desde 1994 que a CDU e a CSU passaram os 40%.

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O FDP, anterior parceiro de coligação de Merkel, terá obtido entre 4,7 e 4,8%, ficando abaixo dos 5% pela primeira vez desde a fundação do Bundestag, o atual Parlamento alemão.

Os eurocéticos da AfD conseguiram obter 4,8%. Os social-democratas do SPD atingiram os 25,6 a 25,7%, enquanto o Die Linke (A Esquerda) ficou na margem dos 8,5 a 8,6% passando para terceira força política alemã. “Os Verdes”, outros derrotados da noite eleitoral, não passaram dos 8,3 a 8,4%.

Com Merkel privada de uma maioria absoluta, uma “grande coligação” CDU-SPD torna-se o cenário político mais previsível para a constituição do novo governo federal alemão.

A chanceler falou de um “grande resultado” e agradeceu a enorme confiança depositada pelos eleitores. O líder da CSU Horst Seehofer disse que a União tinha “fechado a noite eleitoral com um resultado fenomenal“.

O ambiente pesado marcou a noite dos liberais. O líder do partido, Philip Rösler, disse que iria tirar as devidas consequências políticas do resultado. “Esta é a mais dolorosa e triste hora da história do partido liberal-democrata”. “É uma hora ruim para o FDP”, acrescentou o candidato e líder da bancada Rainer Brüderle.

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O FDP fez campanha, até aos últimos dias, na expectativa de obter apoios eleitorais junto de apoiadores de Merkel. Esperança desfeita pela chancelar, que se recusou a “emprestar” votos ao seu ex-parceiro de coligação.

Apesar de um ligeiro aumento de votos, o candidato do SPD Peer Steinbrück disse que o seu partido “não obteve o resultado que queria”. Sobre um provável bloco central, Steinbrück disse que “a bola está agora do lado da Frau Merkel”.

“Nós perdemos. Essa é a amarga realidade”, disse o candidato verde Jürgen Trittin. A co-candidata Katrin Göring-Eckardt anunciou uma “análise clara e muito honesta” para os próximos dias.

O presidente do grupo parlamentar do Die Linke, Gregor Gysi, salientou que o seu partido, apesar das perdas em relação a 2009, é novamente a terceira maior força no Bundestag. O líder do partido, Bernd Riexinger, disse que esta era “uma boa noite” para o Die Linke.

O candidato dos eurocéticos do Afd Bernd Lucke disse que o resultado do seu partido é uma lição para os “partidos estabelecidos”. “Temos aqui um sinal forte de oposição”. A Afd vai continuar a defender a saída da Alemanha da união monterária, assegurou.

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A afluência às urnas, segundo a ARD e ZDF, foi de 73%, ligeiramente superior a quatro anos atrás. O processo eleitoral contou com 61,8 milhões de inscritos.

Na eleição para o Bundestag em 2009 a CDU/CSU tinha alcançado 33,8%, o SPD 23%, o FDP chegou aos 14,6%, O Die Linke aos 11,9% e “Os Verdes” aos 10,7%.


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