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08 de fevereiro de 2012, 19h13

Alunos da USP protestam contra ensino à distância

Alguns com carcaças de computadores enterrados na cabeça, outros com escudos de papelão – onde se liam títulos de obras clássicas – numa mão e canudos de diplomas na outra. Foi assim que os estudantes da USP fecharam a entrada do principal portão de acesso ao campus do Butantã para protestar conta o ensino à distância e contra a presença da polícia militar no campus. Outros estudantes ainda montaram um tanque rosa com sucatas, ironizando a tropa de choque.

O objetivo do ato era protestar contra o projeto Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), do governo estadual. O objetivo do projeto é dar qualificação profissional aos professores da rede pública que não têm o diploma adequado para dar aulas de uma disciplina. Os cursos oferecidos serão resultado de uma parceria entre as três universidades estaduais paulistas e o governo do estado e terá apoio de três fundações privadas: a Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp), a Fundação do Desenvolvimento Administrativo Paulista (Fundap) e a Fundação Padre Anchieta (FPA).

A FPA permitirá que as aulas sejam transmitidas por um de seus canais digitais, a Univesp TV. A programação será repetida a cada oito horas. Uma parte da carga horária do aluno será presencial, mas somente na forma de plantão de dúvidas e realização de provas. O plantão de dúvidas, segundo o próprio governo do estado, será composto por “um conjunto de tutores, que estará continuamente disponível para atender aos alunos, pessoalmente ou por telefone e internet”.

De acordo com o DCE, a formação de professores com cursos à distância é um sinal de precarização da sua formação e cria uma diferença entre os profissionais que têm o curso presencial, que  iriam atuar no mercado, e os que fazem o curso à distância, que passariam prioritariamente a trabalhar nas escolas.

Já foi aprovada a abertura da inscrição de 360 vagas no curso de licenciatura em Ciências na USP. Planeja-se abrir 5 mil no curso de Pedagogia na Unesp e 700 no curso de licenciatura em Biologia na Unicamp. Ainda é preciso mais uma reunião do Conselho de Graduação na USP para definir o vestibular para o curso, que será realizado já no segundo semestre deste ano.


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