Entrevista exclusiva com Lula
15 de junho de 2015, 14h34

Ambulantes com deficiência protestam contra fim de pontos de comércio no centro de SP

Comerciantes estão proibidos de trabalhar nas ruas do centro da cidade e terão que ir para a Feira da Madrugada, no Brás, mas reclamam de acessibilidade, locomoção e prejuízo

Comerciantes estão proibidos de trabalhar nas ruas do centro da cidade e terão que ir para a Feira da Madrugada, no Brás, mas reclamam de acessibilidade, locomoção e prejuízo

Por Guilherme Franco

Um grupo de ambulantes com deficiência iniciou um protesto em frente à prefeitura de São Paulo na manhã desta segunda-feira (15). Cerca de 30 pessoas que trabalham em diversos locais da cidade estão acorrentadas em frente ao prédio da prefeitura, no Viaduto do Chá, aguardando uma oportunidade para falar com o prefeito Fernando Haddad (PT) sobre o decreto que acaba com os pontos de comércio ambulante da região central em 30 dias.

Os cerca de 700 ambulantes que têm permissão para trabalhar em ruas das subprefeituras da Sé e da Mooca, como a 25 de Março e a José Paulino, por exemplo, deverão ir para a Feira da Madrugada, no Brás. “Se para os ambulantes comuns a mudança já vai ser complicada imagina para nós. A acessibilidade para chegar lá é muito complicada. Isso não pode ser alterado da noite para o dia, pois vai mudar totalmente a nossa vida”, explica Antônia Moreira, que tem deficiência visual e trabalha há mais de 20 anos como ambulante.

Segundo decreto publicado na última quarta-feira (10) no “Diário Oficial da Cidade”, os ambulantes têm dez dias para se candidatar às 1.200 vagas oferecidas. A decisão prevê que os pontos serão extintos para viabilizar as intervenções viárias e facilitar a locomoção das pessoas. O preenchimento das vagas obedecerá aos seguintes critérios: 10% serão destinadas a ambulantes com deficiência física; 10% para idosos; e 80% para demais ambulantes.

Atualmente, o pátio, localizado na Rua Monsenhor de Andrade, 987, abriga na área superior aproximadamente 2,5 mil boxes, que comercializam roupas, brinquedos e acessórios. Desde o dia 25 de maio, o horário de funcionamento foi ampliado para a meia-noite às 16 horas de segunda a sábado. “Além da mudança de local, os boxes feitos para ambulantes não têm condições de acessibilidade para cadeirantes. Outro preocupação é com a diminuição do lucro, já que o perfil dos compradores será outro. Estamos em uma rua sem saída”, lamenta.

De acordo com a manifestante, um membro da secretaria das Subprefeituras repassou as reivindicações para o prefeito. A ideia dos ambulantes é permanecer no local até serem recebidos por Haddad.

Foto: Ouvidoria/DPESP

 

 


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