Aos 85 anos, o ex-pugilista Éder Jofre faz tratamento com medicamento à base de cannabis

O campeão mundial de boxe sofre de encefalopatia traumática crônica, que foi diagnosticada em 2013

O ex-pugilista e campeão mundial, Éder Jofre, que completa 85 anos nesta sexta-feira (26), revelou que está se medicando com cannabidiol (óleo extraído da maconha) no tratamento contra a encefalopatia traumática crônica, que foi diagnosticada em 2013 e que causa problemas motores e de memória.

Segundo a filha do ex-pugilista, Andrea Jofre, o pai começou o tratamento com CBD há três meses e já apresenta resultados. “Meu pai começou a tomar o cannabidiol aproxidamente há 3 meses, uma vez ao dia, dosagem de 0,5. Eu tenho notado que ele está se alimentando melhor, está mais concentrado e com equilíbrio melhor”, disse Andrea ao Estadão.

O cannabidiol é um dos princípios ativos da cannabis sativa, nome científico dado para a maconha e compõe até 40% dos extratos da planta e pode ser usado para os tratamentos de diversas doenças, entre elas a epilepsia e fibromialgia.

O também ex-pugilista, mas da categoria peso pesado, Adilson Maguila Rodrigues, que sofre da mesma doença que Éder Jofre, também está se tratando com cannabidiol.

Eder Jofre fez história ao vencer 53, dos seus 75 rivais, por nocaute e se consagrou como o maior peso galo da história do boxe. Jofre foi campeão mundial dos galos (1960-1965) e das penas (1973-1974).

Jofre é considerado por especialistas no esporte como um dos maiores boxeadores do mundo. Entre os seus admiradores, está o também ícone do esporte, Muhammad Ali.

Com informações de O estado de São Paulo.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).