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17 de outubro de 2013, 11h20

Após artigo contra biografias, Chico Buarque é desmentido por escritor e contrariado pela irmã

Autor de Roberto Carlos em detalhes divulga vídeo em que entrevista o compositor. Ex-ministra da Cultura também discorda do músico

Autor de Roberto Carlos em detalhes divulga vídeo em que entrevista o compositor. Ex-ministra da Cultura também discorda do músico

Por Redação

Livro “Roberto Carlos em detalhes” foi retirado das livrarias após processo judicial do biografado (Foto: Divulgação)

O imbróglio em torno da necessidade ou não de autorização para prévia para se publicar biografias continua. A associação Procure Saber, que tem em seus quadros Chico Buarque, Caetano Veloso, Djavan, Gilberto Gil, Paula Lavigne, entre outros, pede a manutenção dos artigos 20 e 21 do Código Civil, que determina ser ilegal a publicação de fatos que “”atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se destinarem a fins comerciais.”

Chico Buarque publicou um artigo, no jornal O Globo, na última quarta-feira (16), argumentando que é contra a publicação das biografias sem autorização, e cita o livro Roberto Carlos em detalhes, de Paulo Cesar Araújo. “Lamento pelo autor, que diz ter empenhado 15 anos de sua vida em pesquisas e entrevistas com não sei quantas pessoas, inclusive eu. Só que ele nunca me entrevistou”, afirmou o cantor.

No site de O Globo, também na quarta-feira, Araújo respondeu ao cantor e divulgou um vídeo em que aparece entrevistando o compositor. Após falar do “espanto” ao ler a coluna do artista, o biógrafo relembra a data da conversa entre os dois. “Chico Buarque foi, sim, uma das 175 pessoas que entrevistei para a pesquisa que resultou naquele livro. O artista certamente se esqueceu, mas ele me recebeu em sua casa, na Gávea, na tarde de 30 de março de 1992.”

Mário Magalhães, autor da biografia Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo, se manifestou em seu blogue nesta quinta-feira (17), em carta ao cantor Chico Buarque. “A legislação em vigor permite que Fernando Collor barre uma biografia não autorizada, em nome de sua ‘boa fama’. Idem o juiz Lalau e o torturador Brilhante Ustra. É assim porque a lei vale para todos, artistas ou não. Pense bem: a prerrogativa de contar a história passou ao coronel Ustra”, afirmou o biógrafo.

Quem também discorda de Chico é sua irmã, Ana de Hollanda, ex-ministra da Cultura, conforme noticia o jornalista Ancelmo Gois, em sua coluna. “Afinal, sou filha de um historiador”, afirmou, lembrando Sérgio Buarque de Hollanda, seu pai.


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