Após intervenção de Bolsonaro, Petrobras tem 2ª maior perda de valor de mercado em um dia

Estatal desvalorizou R$ 74,2 bi somente nesta segunda-feira e quase R$ 100 bi desde sexta-feira; ações da companhia caíram 20%

Publicidade

Maior companhia do Brasil, a Petrobras sofreu nesta segunda-feira (22) a segunda maior perda de valor de mercado em um único dia nas negociações da Bolsa desde o Plano Real. A queda foi de R$ 74,2 bilhões. E acontece depois da intervenção de Jair Bolsonaro (sem partido) na empresa. Na última sexta-feira (19), ele anunciou que o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, seria substituído pelo general da reserva Joaquim Silva e Luna, que era diretor-geral da Itaipu.

 As ações preferenciais da companhia, que são as mais negociadas, desabaram 21,51%. As ordinárias, com direito a voto, caíram 19,96%.

A estimativa de R$ 74,2 bilhões foi elaborada pela XP Investimentos. Desde sexta-feira, a estatal já acumula quase R$ 100 milhões de perda de valor de mercado com a desvalorização de seus papeis na Bolsa brasileira.

A troca no comando da estatal foi anunciada depois de Bolsonaro criticar o aumento sucessivo nos combustíveis, em política comandada pela Petrobras. O titular do Planalto estava incomodado com a pressão popular por causa dessas altas. Neste ano, já foram anunciados quatro aumentos, o último na quinta-feira (18).

Em conversas com apoiadores no último sábado (20), ele chegou a dizer que acreditava que havia uma tentativa de derrubá-lo com os aumentos de combustíveis feitos na Petrobras e no setor de energia em geral.

Com informações do Metrópoles

Avatar de Fabíola Salani

Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR