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10 de janeiro de 2017, 18h46

Apresentadora da Record defende que índios não tenham acesso a remédios e morram de malária

A jornalista ficou indignada com o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense, “Xingu: O Clamor que Vem da Floresta”, que critica o agronegócio 

Por Redação, com informações do De Olho nos Ruralistas 

Um vídeo divulgado pelo De Olho nos Ruralistas mostra o incômodo que uma parcela da sociedade e alguns setores da imprensa vêm sentido com o tema do samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense (RJ) deste ano: “Xingu, o Clamor que Vem da Floresta!”. A música da escola de samba carioca enaltece a luta dos índios para resistir ao avanço do agronegócio, em especial na região do Xingu.

Na abertura do programa “Sucesso no Campo”, da Record de Goiás, no último domingo (8), a apresentadora Fabélia Oliveira expressa toda a sua indignação com o tema, desafiando os compositores e defendendo os latifundiários, pecuaristas e produtores rurais em geral, a quem ela se refere como “homem do campo” e “heróis”.

“Que conhecimento eles têm para falar do homem do campo?”, indaga. Oliveira ainda vai além no discurso e começa a atacar os índios – exceto os “originais” – que, para ela, não deveriam ter acesso a remédios e morrer de malária ou tétano. [Assista ao vídeo no final da nota] 

Não foi só na imprensa que o samba da Imperatriz gerou revolta. Há poucos dias, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu divulgou uma nota de repúdio à composição. O presidente da entidade, que assina o texto, chega a afirmar que “antes de mais nada, é preciso esclarecer e reforçar que o país do samba é sustentado pela pecuária e pela agricultura”.

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