Saiba quem são os artistas que não ficaram em cima do muro contra o governo Bolsonaro

Ao mesmo tempo, há alguns que os admiradores aguardam ansiosamente por algum tipo de tomada de partido

Neste domingo (20) a cantora Ivete Sangalo fez uma postagem lamentando as 500 mil mortes da pandemia no Brasil, porém, ao invés de aproveitar o momento para criticar o governo, ela o isentou de qualquer culpa.

Se por um lado, a cantora Ivete Sangalo permanece na confortável posição de ficar em cima do muro, outros artistas têm se posicionado objetivamente contra o governo federal, ou como dizem, “dando nome aos bois”.

É o caso do cantor e compositor Paulinho da Viola, que declarou que as “500 mil mortes é o preço inaceitável do negacionismo”.

A atriz Samantha Schinmutz, que era amiga de Paulo Gustavo, morto em abril em decorrência da Covid-19, também resolveu dar nome aos bois.

A também atriz Paolla Oliveira foi direta em seu recado:

O ator Paulo Betti resolver lançar um movimento contra o negacionismo e pela recuperação da bandeira brasileira.

Quem também sempre se posiciona contra o atual governo é a cantora Letícia Letrux.

A atriz Monica Martelli é outra artista que, além de participar das recentes manifestações contra o governo Bolsonaro, tem utilizado as suas redes para criticar o Palácio do Planalto e sua política genocida.

O comunicador e influencer Felipe Neto também resolveu se posicionar e tem criticado e cobrado artistas que ficam em cima do muro.

Mas, se de um lado há os artistas que estão dando nome aos bois, do outro há aqueles que, ainda que lamentem as 500 mil mortes da pandemia, não a relacionam ou sequer tecem críticas ao governo federal, como por exemplo, a cantora Claudia Leite:

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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