terça-feira, 20 out 2020
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Assassino de John Lennon pede desculpas a Yoko Ono e lamenta crime 40 anos depois

Mark David Chapman disse que matou o ex-Beatle em busca de fama, o que chamou de “ato desprezível”. Ele falou em audiência de liberdade condicional e teve o pedido negado

Mark David Chapman, o assassino de John Lennon, pediu desculpas a viúva do músico, Yoko Ono, 40 anos e lamentou ter cometido o crime. As declarações foram dadas para o conselho do Estado de Nova York que julga pedidos de liberdade condicional.

“Eu só quero reiterar que eu lamento o meu crime”, disse Chapman ao conselho, em audiência no mês passado, tornada pública nesta quarta-feira (23). O conselho negou este que é o décimo primeiro pedido de liberdade condicional feito por Chapman.

Na audiência, ele confessou ter matado o ex-integrante dos Beatles porque queria fama e declarou que merecia a pena de morte pelo que chamou de “ato desprezível”.

“Ele era extremamente famoso. Eu não o matei por causa de seu personagem ou do tipo de homem que ele era. Ele era um homem de família. Ele era um ícone” , disse o Chapman. “Eu o matei porque ele era muito, muito, muito famoso e essa é a única razão e eu estava procurando muito, muito, muito, muita glória pessoal, muito egoísta”, completou.

“Não tenho desculpa”, resumiu o assassino, acrescentando que aceita o fato de poder passar o resto da vida na prisão. “Eu acho que é o pior crime que pode haver, fazer algo a alguém que é inocente.” 

“Quero acrescentar e enfatizar um pouco. Foi um ato extremamente egoísta. Lamento a dor que causei a ela [Yoko Ono]. Penso nisso o tempo todo”, concluiu.

David Chapman atirou e matou John Lennon na noite de 8 de dezembro de 1980 na entrada do edifício Dakota, onde o músico morava, na cidade Nova York, poucas horas depois que o músico autografou um disco para ele.

Ricardo Ribeiro
Ricardo Ribeiro
Correspondente da Fórum na Europa. Jornalista e pesquisador, é mestre em Jornalismo e Comunicação pela Universidade de Coimbra e doutorando em Política na Universidade de Edinburgh. Trabalhou na Folha de S.Paulo, Agora e UOL, entre 2008 e 2017, como repórter e editor.