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12 de março de 2012, 12h10

Ataques de Israel a Gaza já mataram 18 pessoas em três dias

Em Gaza, a população não tem para onde fugir dos ataques aéreos, desde que Israel começou o ataque na sexta-feira, assassinando Zohair al-Qaisi, o líder dos Comitês de Resistência Popular

Em Gaza, a população não tem para onde fugir dos ataques aéreos, desde que Israel começou o ataque na sexta-feira, assassinando Zohair al-Qaisi, o líder dos Comitês de Resistência Popular

Por Redação (Publicado por Esquerda.net. Foto IDF/Flickr)

A resposta aos bombardeios que já mataram 18 pessoas e feriram mais de três dezenas, incluindo civis e crianças, passa como sempre pelo lançamento de rockets de curto alcance junto à fronteira, obrigando ao encerramento das escolas e à utilização dos abrigos por parte de Israel. No entanto, há registo de quatro feridos do lado israelense, três dos quais serão trabalhadores agrícolas tailandeses.

Em Gaza, a população não tem para onde fugir dos ataques aéreos, desde que Israel começou o ataque na sexta-feira, assassinando Zohair al-Qaisi, o líder dos Comitês de Resistência Popular, que Tel-Aviv acusa de estar por detrás dum suposto plano para atacar Israel a partir do lado egípcio da Península do Sinai. Foi o grupo de al-Qaisi que sequestrou o soldado Gilad Shalit e o manteve cinco anos prisioneiro, antes de se proceder à troca por mais de mil presos palestinos.

Mas os bombardeios não pararam com o assassinato do alvo e milhares de pessoas gritaram por vingança nas cerimônias fúnebres de al-Qaisi, que chegou à liderança dos Comitês após Israel ter assassinado o líder anterior na cidade de Rafah em agosto passado. Neste clima, é pouco provável que se consiga um acordo de cessar fogo, com um porta voz dos Comitês dizendo que o grupo “não pode recuar enquanto seus líderes e heróis estão sendo mortos”. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros israelense, o ultradireitista Avigdor Lieberman, diz que “as normas deste governo incluem a decisão de derrubar o Hamas e não faz sentido começar uma operação sem estabelecer um objetivo claro de tirar o Hamas e eliminar o terrorismo e os líderes terroristas em Gaza”.

Do lado do Hamas, que governa a faixa de Gaza, procura-se uma solução que leve ao fim dos bombardeios, intensificando os contatos diplomáticos com o Egito para alcançar uma trégua com Israel. O Hamas tem respeitado a frágil trégua que mantém com Israel e pressionado os pequenos grupos militantes a não dispararem rockets para o território israelense. Mas os mortíferos ataques israelenses deste fim de semana vêm dificultar essa tarefa, como se verificou nos funerais deste fim de semana, onde um dos slogans mais entoados era precisamente contra essa trégua que vigorou até à passada sexta-feira.


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