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27 de julho de 2017, 14h18

Aumento de impostos: Ninguém quer investir num país com presidente denunciado por corrupção

Para sindicalista, o fato de Temer aumentar os impostos sobre os combustíveis mesmo depois da aprovação da PEC dos Gastos – quebrando sua promessa – é um reflexo da desconfiança internacional. Economia desaba e efeitos já são sentidos com a suspensão da emissão de passaportes ou ainda a suspensão da fiscalização do trabalho escravo 

Por Redação

Cerca de 6 meses depois da aprovação da PEC dos Gastos, também conhecida como “PEC do fim do mundo” -a proposta de Emenda Constitucional que limitou os gastos públicos nos próximos 20 anos – o governo aumentou o PIS-Cofins sobre a gasolina e o diesel, o que, na bomba dos postos de combustíveis, vai aumentar o preço em cerca de quarenta a sessenta centavos.

Um detalhe desse aumento é que ele representa uma quebra de promessa de Temer e sua equipe econômica. No ano passado, quando a PEC dos Gastos estava em tramitação no Congresso, o projeto foi extremamente criticado por retirar investimentos de áreas como educação e saúde. Para aprová-lo, Temer prometeu que, após a instituição do teto, não aumentaria os impostos.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, esse aumento, mesmo após a aprovação da PEC do fim do mundo, é um reflexo da desconfiança internacional a um país governado por um presidente denunciado por corrupção. Temer é o primeiro presidente da história do país a ser denunciado em pleno exercício do mandato.

“O Temer está aumentando imposto porque ninguém quer investir no Brasil com um presidente denunciado, que não tem representatividade”, afirmou.

Mesmo com a redução dos gastos instituída pela PEC e com o aumento de impostos, a economia não voltou a crescer. De janeiro a maio, a arrecadação caiu 3,3% na comparação com 2016. Já os gastos, foram reduzidos em 1,1%, sendo que os investimentos desabaram 48%.

Entre os efeitos da queda da arrecadação, está a suspensão da emissão de passaportes, pela Polícia Federal, ou ainda a suspensão das ações de fiscalização do trabalho escravo e infantil pelo Ministério do Trabalho.

 

 


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