O que o brasileiro pensa?
09 de janeiro de 2020, 09h04

Autor da ação contra Porta dos Fundos diz que programa “afasta as pessoas do Deus verdadeiro”

Presidente do CDB chamou os integrantes de “moleques” e “pseudo-humoristas” e afirmou que “Deus não pode ser transformado num homossexual ridículo, pueril”

Foto: Reprodução/Divulgação

Pedro Affonseca, presidente do Centro Dom Bosco, chamou, nesta quarta-feira (8), em entrevista à Reuters TV, os integrantes do Porta dos Fundos de “moleques” e “pseudo-humoristas”. Ele afirmou ainda que o conteúdo do especial de Natal do grupo “afasta as pessoas do Deus verdadeiro”.

O Centro Dom Bosco é o autor da ação contra o “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”. O programa foi retirado do canal sob demanda, Netflix, nesta quarta-feira, após decisão do desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível após pedido do CDB.

Alvo de ataques desde que foi divulgado, o especial traz um Jesus gay (Gregorio Duvivier), prestes a completar 30 anos, que é surpreendido com uma festa ao voltar do deserto com o namorado, Orlando (Fábio Porchat).

Affonseca disse ainda, ignorando todo o processo violento de colonização, que o Brasil “existe graças à fé católica. A unidade que há no Brasil hoje, o que se chama Brasil, só existe graças à fé católica”. Ele lembra que “o primeiro ato dos portugueses quando aqui chegaram foi a celebração da primeira missa. Portugueses, índios, negros e os demais europeus que aqui chegaram se uniram num só povo que hoje nós chamamos de Brasil”.

Em seu discurso, o presidente do CDB tentou justificar a censura: “Nosso ato é impedir que as pessoas tenham acesso a esse tipo de conteúdo, porque esse tipo de conteúdo leva as pessoas a uma espécie de perdição. Esse conteúdo afasta as pessoas da verdade católica. Afasta as pessoas do Deus verdadeiro. Do caminho de salvação, que é o caminho ensinado pela Igreja Católica”.

Affonseca afirmou ainda que “Deus não pode ser transformado num homossexual ridículo, pueril”, e encerrou: “nós ajuizamos esta ação e pedimos a suspensão do vídeo pra que as pessoas sejam preservadas desse tipo de conteúdo que é inadmissível. Inadmissível em qualquer lugar, mas especialmente no Brasil”.

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