Avaaz faz campanha por adesões a abaixo-assinado pelo impeachment de Bolsonaro

Plataforma lista quatro motivos para assinar petição, incluindo incompetência para comprar vacinas, falas anticientíficas e aglomerações sem máscaras que presidente incentivou; veja como participar

A plataforma Avaaz, que hospeda abaixo-assinados virtuais, resolveu impulsionar a adesão à petição que pede a abertura de processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Nesta quinta-feira (21), a entidade fez uma publicação no Twitter sobre a petição e a fixou em seu perfil na rede social. A meta é conseguir 1 milhão de assinaturas.

Para convencer os internautas a participarem do movimento, a Avaaz elencou quatro motivos. O primeiro é incompetência do governo federal para comprar vacinas contra a Covid-19. Depois, as falas anticientíficas do titular do Planalto, apoiando tratamentos sem comprovação científica. Na sequência, cita políticas ruins – e aqui menciona a volta da cobrança de impostos de importação de cilindros de oxigênio em meio à crise. Por fim, fala das atitudes de Bolsonaro de se aglomerar sem máscara, contrariando orientações sanitárias.

A petição é direcionada ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que ele dê início ao processo de impedimento do titular do Planalto. Maia já recebeu mais de 50 pedidos nesse sentido. “O deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, poderá deixar um legado histórico de esperança para todos os brasileiros e abrir imediatamente o processo de Impeachment contra o presidente Bolsonaro. Só que sem apoio ele não conseguirá agir – e é aqui que nós entramos”, escreveu o Avaaz no texto de apresentação do abaixo-assinado. “Vamos juntar 1 milhão de vozes para pressionar os deputados e senadores a julgarem o impeachment de Bolsonaro e literalmente salvar vidas da asfixia causada pelo descaso do governo”, continuou.

A petição online foi aberta em 18 de janeiro. Para assinar, basta clicar no link avaaz.org/impeachmentja.

Veja a publicação.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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