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16 de agosto de 2019, 08h22

Avó de Michelle Bolsonaro foi presa por tráfico e mãe indiciada por falsidade ideológica

Distância de Michelle Bolsonaro da avó Maria Aparecida Firmo Ferreira, de 79 anos, e o desprezo do próprio Jair Bolsonaro pela senhora, que ficou três dias em uma maca no corredor do Hospital de Ceilândia aguardando cirurgia, não é à toa, segundo a revista Veja

Maria Aparecida Firmo, avó de Michelle Bolsonaro (Montagem)

A distância de Michelle Bolsonaro da avó Maria Aparecida Firmo Ferreira, de 79 anos, e o desprezo do próprio Jair Bolsonaro pela senhora, que ficou três dias em uma maca no corredor do Hospital de Ceilândia aguardando cirurgia, não é à toa.

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Reportagem da revista Veja, divulgada nesta sexta-feira (16), revela que a avó de Michelle foi presa em flagrante em 1997 – quanto tinha 55 anos de idade – por tráfico de drogas. Maria Aparecida era conhecida nas ruas como “Tia” e, segundo a polícia, sua principal atividade era vender drogas no centro de Brasília. Ela foi presa com 169 “cabecinhas de merla”, um subproduto da cocaína, em julho daquele ano.

A mãe de Michelle, Maria das Graças Firmo Ferreira, também tem ficha corrente na polícia, investigada por falsificação ideológica. A descoberta pela polícia ocorreu em 1988, quando Michelle tinha 6 anos.

A mãe possuía dois registros civis: um verdadeiro e o outro falso, em que não constava o nome do pai e o da mãe foi alterado – de Maria Aparecida Mendes para Maria Aparecida Firmo Ferreira. O registro ainda a deixou nove anos mais nova (o ano de nascimento passou para 1968) e a altura aumentou 13 centímetros (1,73 metro).

Maria das Graças contou que perdera a carteira de identidade e a certidão de nascimento. Ao fazer um novo registro civil, decidiu excluir o nome do pai, porque ele “abandonou a família”, e, “aconselhada por duas amigas”, também alterou a data do seu nascimento — mas nada disso tinha nenhuma “intenção criminosa”.

Em 1989, o Ministério Público remeteu o inquérito para a Justiça. Maria das Graças foi indiciada por falsidade ideológica, que prevê pena de até cinco anos de prisão em regime fechado, porém, em 1994, depois de ficar mais de cinco anos parado na Vara Criminal, o processo foi arquivado.


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