“Bananinha”: mulheres respondem a Eduardo Bolsonaro, que se referiu a deputadas como “portadoras de vagina”

"Quando eu falo pra vocês que Eduardo Bananinha Bolsonaro tem nojo de vagina, ainda tem quem não acredita", disse, por exemplo, a jornalista Patrícia Lélis, em meio a inúmeras postagens sobre o ataque machista do deputado

O termo “bananinha” se tornou um dos assuntos mais comentados do Twitter na manhã deste sábado (10). O motivo é o fato de que inúmeras mulheres estão usando a palavra para responder ataques machistas feitos pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que foi apelidado com o nome da fruta.

Na última quinta-feira (8), pelas redes sociais, o filho do presidente endossou uma fala misógina do deputado Éder Mauro (PSD-PA) contra deputadas de esquerda durante sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com termos ofensivos.

“Parece, mas não é a gaiola das loucas, são só as pessoas portadoras de vagina na CCJ sendo levadas a loucuras pelas verdades ditas pelo Dep”, disparou Eduardo ao compartilhar um vídeo que mostra Éder Mauro ensandecido, destilando fake news e dizendo que chamaria um “médico” para a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

Usuárias das redes sociais, então, passaram a rebater Eduardo com ironias. “Quando eu falo pra vocês que Eduardo Bananinha Bolsonaro tem nojo de vagina, ainda tem quem não acredita”, disse, por exemplo, a jornalista Patrícia Lélis.

“Eu sou uma ‘portadora de vagina’? Segundo Eduardo Bolsonaro sim! Melhor portar uma vagina do que uma bananinha!”, escreveu a usuária Beta Bastos, em meio a inúmeras outras postagens do tipo.

Confira, abaixo, a repercussão.

Eduardo Bolsonaro pode ter que responder no Conselho de Ética da Câmara pelo comentário contra as deputadas. Pelas redes sociais, Joice Hasselmann (PSL-SP) informou na quinta-feira (8) que vai entrar com uma representação no colegiado contra seu correligionário por quebra de decoro parlamentar.

Segundo Joice, a iniciativa é apoiada por toda a bancada feminina da Casa. “A frase sexista do deputado Eduardo Bolsonaro traduz no mínimo quebra de decoro parlamentar em qualquer Congresso sério do mundo. É imperativo que o @MPF_PGR atue para apurar a infração da lei penal. Entrarei nesse momento com representação disciplinar no Conselho de Ética”, anunciou a deputada.

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Ivan Longo

Jornalista e repórter especial da Revista Fórum.