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07 de julho de 2017, 14h14

Base do governo derrete e reforma trabalhista pode cair no Senado

Pelo levantamento feito pelo jornal Estado de S.Paulo, governo tem apenas um voto a mais do que o mínimo necessário. Pressão sobre parlamentares e derretimento da base política podem levar a adiamento da votação ou mesmo derrota do governo  

 

Por Redação*   Foto: Antonio Cruz/EBC/FotosPúblicas

 

Monitoramento feito pelo jornal O Estado de S.Paulo mostra que o governo tem, hoje, 42 votos, apenas um a mais que o necessário para a aprovar a reforma trabalhista no plenário do Senado. A última baixa foi a mudança de posição de Acir Gurgacz (PDT-RO). Empresário, disse ser favorável a alguns pontos, mas não votará com o governo por seu partido ter fechado questão contrária ao projeto.

Na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, em meados de junho, o governo já havia perdido a votação por causa das mudanças dos senadores Otto Alencar (PSD-BA), Hélio José (PMDB-DF) e Eduardo Amorim (PSDB-SE), todos da base do governo.

 

 

A previsão anterior era votar a reforma no plenário do Senado na próxima terça-feira, mas com o agravamento da crise política e a mudança de posição de alguns senadores, o governo pode optar por adiar a votação. Se votar, corre risco de ser derrotado.

Nesta semana tentará pressionar senadores que estão em dúvida, mas terá a missão dificultada por que Temer já é considerado praticamente carta fora do baralho por muita gente em Brasília, como o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que declarou que o governo acabou.

Embora empresários interessados na emenda e que bancaram a campanha de muitos parlamentares pressionem, é necessário ver se o senadores vão se indispor com a maioria da população a pouco mais de um ano da eleição e numa votação bancada por um governo rejeitado por mais de 90% dos eleitores.

Reforma rasga as leis trabalhistas — Se a reforma trabalhista for aprovada no Senado, praticamente será rasgada a CLT, conjunto de leis que protegem os trabalhadores brasileiros. Entre as mudanças estão, por exemplo, a instituição de banco de horas e acordo de compensação de maneira individual, o trabalho da empregada gestante ou lactante em ambiente insalubre e a prevalência do acordado sobre o legislado em diversos direitos.

 

*Com informações de O Estado de S.Paulo

 


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