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28 de novembro de 2019, 13h19

Bolívia emite ordem de captura contra ex-funcionários do governo de Evo Morales refugiados na Embaixada do México

Ministra de Relações Exteriores do governo golpista de Jeanine Áñez, afirmou que não concederá salvo conduto aos acusados, como fez com os filhos do ex-presidente. Eles são acusados por crimes de terrorismo e participação na suposta fraude eleitoral, que jamais foi comprovada, nem mesmo pela OEA

Evo Morales e Juan Ramon Quintana (Reprodução)

A perseguição política aos funcionários do governo de Evo Morales continua sendo uma das tônicas da ditadura de Jeanine Áñez na Bolívia. Nesta quarta-feira (27), a chanceler Karen Longaric oficializou uma ordem de captura emitida pelo Ministério Público conta cinco dessas pessoas, que se encontram refugiadas na Embaixada do México.

Se tratam do ex-ministro de Presidência, Juan Ramón Quintana; a ex-ministra da Cultura, Wilma Alanoca; o ex-governador de Oruro, Víctor Hugo Vásquez; o ex-diretor da Agência de Governo Eletrônico e Tecnologias de Informação e Comunicação, Nicolás Laguna; e do ex-funcionário de informática do Órgão Eleitoral, Sérgio Martínez Beltrán.

Eles são acusados por crimes de terrorismo e participação na suposta fraude eleitoral – que jamais foi comprovada, nem mesmo pela OEA (Organização dos Estados Americanos), que apresentou um documento preliminar sem provas, mas afirmando que “haveria irregularidades”, mas que até agora não foi capaz de publicar o documento final.

No caso das acusações de terrorismo, o Ministério Público assegura ter encontrado armamento e bombas molotov nos escritórios de trabalho de dois dos ex-ministros (Quintana e Alanoca). Contudo, tal “descoberta” foi realizada quando ambos já estavam refugiados. Eles alegam que as bombas foram plantadas no local pelos golpistas para justificar a perseguição.

A chanceler do governo golpista, Karen Longaric, afirmou que não haverá salvo-conduto para os cinco acusados – que já contam com asilo outorgado pelo governo mexicano, mas precisam desse salvo-conduto para poder deixar o país. A postura é diferente da que a ditadura teve com os filhos do ex-presidente, aos quais foi dada uma autorização para que pudessem sair do país e ir para a Argentina.

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