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17 de outubro de 2013, 21h38

Bolsa Família de R$ 6 mil vai a referendo na Suíça; no Brasil, 5 milhões já deixaram o programa

Programa brasileiro, que venceu prêmio nobel de seguridade social, completa dez anos com 522 mil famílias beneficiárias

Programa brasileiro, que venceu prêmio nobel de seguridade social, completa dez anos com 522 mil famílias beneficiárias

Da Redação

Lançado em 20 de outubro de 2003, pelo ex-presidente Lula, o Bolsa Família recebeu nesta semana o I Prêmio Award for Outstanding Achievement in Social Security, da Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA), na Suíça, pelo reconhecimento ao sucesso do programa no combate à pobreza e na promoção dos direitos sociais da população mais vulnerável do Brasil.

Inspirados no programa brasileiro, os suíços devem votar em referendo se implantam algo parecido. Trata-se de um projeto de lei que pretende garantir a todos os cidadãos do país uma renda mensal de aproximadamente 2500 francos suíços, em torno de R$ 6 mil.

Uma petição coletou 100 mil assinaturas a favor da proposta. Segundo Christian Muller, um dos membros do comitê que coletou as assinaturas, a razão da proposta é “garantir mais liberdade para todos no século 21”. “Isso vai garantir liberdade para decidir o que você vai querer fazer com a sua vida. Se você é uma criança que tem segurança para toda a sua vida, isso permitirá a oportunidade de escolher com o que você vai querer trabalhar”,  disse Muller ao portal norte-americano CNBC.

Enquanto isso no Brasil, os resultados do programa estão sendo analisados. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). “Não se trata de achismo. Os indicadores mostram os impactos positivos que as condicionalidades do Bolsa Família promovem nas áreas de educação e saúde”, disse o secretário extraordinário para Superação da Extrema Pobreza do MDS, Tiago Falcão, em ciclo de debates sobre os 10 anos do programa, na Universidade Federal da Bahia, nesta quinta-feira (17). “O programa custa apenas 0,5% do PIB [Produto Interno Bruto] e a queda da desigualdade é inédita no país”, acrescentou.

Em dez anos, cerca de 1,7 milhão de famílias saíram da pobreza. Em seu primeiro ano, o Bolsa Família atendia 6,5 milhões de famílias beneficiárias, desse grupo apenas 522 mil ainda dependem do programa.

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