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28 de maio de 2020, 22h26

Bolsonaro defende ‘toma lá, dá cá’ e admite que trocou cargos para atender centrão

Presidente negociou postos em ministérios, bancos púbicos e empresas estatais para ter apoio no Congresso, além de bases no nordeste para enfrentar o PT em 2022

Foto: Reprodução/TV Globo

O presidente Jair Bolsonaro fez uma defesa publica do “toma lá, da cá” adotado em seu governo, em live no Facebook, nesta quinta-feira (28).

Antes um crítico constante do que chamava de “velha política”, o presidente afirmou que há dois meses tem conversado com líderes e parlamentares de partidos do centrão para garantir governabilidade.

Bolsonaro negou que houve tratativas sobre a entrega de ministérios, bancos públicos ou empresas estatais, mas que cargos de segundo e terceiro escalão têm sido negociados para garantir o apoio destes políticos ao governo.

A imprensa sempre reclamou de mim que eu não tinha diálogo, que não conseguia atingir a governabilidade. De dois meses pra cá eu decidi que tinha que ter uma agenda positiva para o Brasil, e eu comecei a conversar com os partidos de centro também. Em nenhum momento nós oferecemos ou eles pediram ministérios, estatais ou bancos oficiais”, disse.

Como exemplo das negociações, citou o Ministério do Desenvolvimento Regional, que tem uma “estrutura gigantesca”, com cargos que “estavam nas mãos de pessoas de governos anteriores”. Bolsonaro disse ainda que as negociações com o centrão incluem o seu apoio político a candidaturas de parlamentares que buscarão a reeleição em 2022, especialmente os que têm bases eleitorais no Nordeste, “onde o PT é forte”.

“É uma questão que interessa pra mim e o apoio tem vindo. Eles têm ajudado e se sentem prestigiados”, disse. “São mais de 30 mil cargos, eu não tenho como ter acesso a tudo isso. Então a gente conversa e troca essas pessoas sem problema nenhum”, completou.


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