Bolsonaro diz que Queiroz “é meu amigo desde 1985, é meu soldado” ao comentar áudio

Bolsonaro ainda ironizou a fala de Queiroz, dizendo que ele seria "amigo da onça" pela indicação. “Se tivesse fila (no gabinete de Flávio), todo mundo saberia. Se for verdadeiro o áudio, o amigo dele (Queiroz), foi da onça”

Ao comentar o áudio – que classificou como “bobo” – de Fabrício Queiroz oferecendo cargos na Câmara e no Senado, Jair Bolsonaro falou da relação estreita que tem com o ex-assessor do filho, o hoje senador Flávio Bolsonaro, ressaltando que não conversa mais com o amigo desde que iniciaram as denúncias de que ele comandava o esquema de rachadinha na Alerj.

“Ele (Queiroz) é meu amigo desde 1985, é meu soldado. Desde esse problema, não converso mais com ele”, afirmou o presidente, em Pequim, nesta sexta-feira (25).

Bolsonaro ainda minimizou a fala de Queiroz e disse que “alguém” tem que ir atrás dele. “Sobre o Queiroz, alguém tem que ir atrás dele com o que ele falou. E outra, é um áudio bobo: tem fila na porta do Flávio. Se tivesse fila todo mundo saberia”

Questionado sobre qual seria a razão de Queiroz continuar utilizando o nome de Flávio mesmo após deixar de ser seu funcionário, Bolsonaro questionou a veracidade do material e disse que o ex-assessor foi alvo de um “amigo da onça”, em referência a pessoa que recebeu e compartilhou o áudio – que teria sido gravado em junho.

“Se for verdadeiro o áudio, ele conversou com o amigo dele e o amigo dele deu uma de amigo da onça, gravou e passou para a frente”, declarou.

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro foi flagrado em um áudio, divulgado em reportagem de Juliana Dal Piva, do jornal O Globo, em que o ex-assessor Queiroz dá dicas de como fazer indicações políticas em gabinetes de parlamentares.

“Tem mais de 500 cargos, cara, lá na Câmara e no Senado. Pode indicar para qualquer comissão ou, alguma coisa, sem vincular a eles (família Bolsonaro) em nada”, diz Queiroz, ressaltando que “20 continho aí para gente caía bem pra c**”.

Visivelmente constrangido, o senador gravou o vídeo como forma de se isentar de qualquer envolvimento com Queiroz. “O que ficou claro nesse áudio é que ele não tem nenhum tipo de acesso ao meu gabinete”, disse Flávio, apesar de Queiroz citar diretamente a “família Bolsonaro” em suas “dicas”.

Flávio se colocou na condição de vítima. “Estou confiante que a justiça vai ser feita”, declarou.

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