Bolsonaro: “Dizem que quero dar golpe. Que idiotas. Já sou presidente, pô”; veja vídeo

Bolsonaro fez apelo a apoiadores para inflar atos do 7 de setembro afirmando que a vida dele está em risco. "Porque aquela van está parada aqui, para evitar um sniper de lá"

Jair Bolsonaro (Sem partido) fez um apelo a apoiadores na manhã desta sexta-feira (27) na tentativa de inflar ainda mais os atos em apoio a seu governo marcados para o próximo dia 7 de setembro.

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Na conversa no cercadinho do Palácio da Alvorada, o presidente voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) dizendo que é “muito difícil governar o país” e conclamou os apoiadores dizendo que a própria vida está em risco.

“É dificil governar o país. O único dos poderes vigiado e cobrado o tempo todo sou eu. O que acontece do lado de lá não tem problema nenhum. Eu não quero interferir para o lado de lá e nem vou. Agora tem que deixar a gente trabalhar pro lado de cá. É preço do combustível, preço do gás. Poderia estar metade do valor. Não tem como ir pra frente. É lobby, interferência o tempo todo. Mas, tudo tem um limite. Eu tenho dito, eu vou estar onde vocês estiverem”, disse.

Sem citar que todos os presidentes têm segurança armada em tempo integral, Bolsonaro falou do risco de morte a um apoiador que disse ter “dó de ver você apanhar”.

“O pessoal tem que saber o que está acontecendo. Não é: vamo lá! Tem que saber o que está acontecendo. O que está em risco: é o futuro de vocês e minha vida física. Porque aquela van está parada aqui, para evitar um sniper de lá. O tempo todo essa preocupação com o que pode acontecer. O Brasil desperta o interesse de vários países do mundo. Ainda somos um povo colônia”.

Bolsonaro ironizou o fato de flertar com um golpe diante das denúncias vazias que faz sobre o sistema eleitoral e atacou a quebra de sigilo do advogado do clã, Frederick Wassef.

“Alguns dizem que quero dar golpe. Que idiotas. Eu já sou presidente, pô. Pegaram uns advogados meus, do meu filho, mandaram quebrar o sigilo. Agora o sigilo do advogado do Adélio não se quebra”, reclamou.

STF
Após novo ataque aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do STF, defendeu o armamento da população.

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“Não pode um ou dois caras estragar a democracia no Brasil. Começar a prender na base do canetaço, bloquear redes sociais. E agora o câncer já foi para o TSE. Tem um cara querendo politizar tudo. Tem que colocar um ponto final nisso”, afirmou.

“Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Um povo armado jamais será escravizado. Tem um idiota que diz: cê tem que comprar feijão. Cara, se você não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”, disse na sequência.

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“Comunistas”
Bolsonaro ainda mirou Fernando Haddad, adversário petista na disputa eleitoral de 2018, ao dizer que o que o conforta é ter ganhado a eleição.

“O que eu fico feliz, me conforta. Não está um canalha no meu lugar. E vocês sabem que é esse canalha. Se a facada estivesse dado certo, ele estaria aqui”.

O presidente ainda fez ataques gordofóbicos ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), comparando-o a Kim Jon-Un, da Coreia do Norte, e Nicolas Maduro, da Venezuela.

“Flávio Dino [inaudivel] da vacina dizendo que é dele. Reparou como estados onde o comunismo fala mais alto o único gordo é o chefe de estado? Lá na Coreia do Norte é um gordo, lá na Venezuela é um gordo e lá no Maranhão é um gordo também”.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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