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22 de outubro de 2019, 09h55

Bolsonaro exalta ditadura de Pinochet ao falar sobre protestos no Chile

Presidente disse que o "problema do Chile" começou com o fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990

Foto: Marcos Corrêa /PR

Durante sua viagem ao Japão, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta terça-feira (22) que os protestos no Chile contra o presidente Sebastián Piñera, motivados inicialmente pelo aumento no preço das passagens de metrô, têm origem no fim da ditadura chilena de Augusto Pinochet, há mais de 30 anos.

Novamente culpando a esquerda e exaltando ditaduras, Bolsonaro disse que “o problema do Chile nasceu em 1990″. Naquela época, segundo o presidente, “as Farc fizeram parte, Fidel Castro, isso tudo. E qual o espírito dessa questão? Primeiro é bater contrário às políticas americanas, imperialistas, segundo eles. E depois são os países que se auto ajudam para chegar ao poder”, disse.

Em entrevista à imprensa, o ministro Ernesto Araújo afirmou que o governo acompanha o conflito com “bastante atenção”, mas que o momento exige “tranquilidade”. Ele contou que tem mantido contato com o chanceler do Chile, Teodoro Ribera, e que ele tem dito que a situação está sob controle.

Os protestos no país vizinho pedem a saída do aliado de Bolsonaro, Sebastián Piñera, que decretou estado de emergência e tem atuado com truculência contra a população que vai às ruas. A onda de protestos sociais já deixou mais de 10 mortos.

Os enfrentamentos são uma resposta para a dura repressão que tem sido empreendida por Piñera desde o inícios da jornada de mobilização. Apesar do recuo no aumento das passagens, a força policial tem avançado vigorosamente. Na noite de domingo (20), o presidente classificou a situação do país como uma “guerra”.

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