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29 de fevereiro de 2020, 10h34

Bolsonaro mascara cenário econômico, destaca “geração de emprego” e critica PT

Presidente diz que “o setor industrial volta a investir e gerar empregos”, mas ele esconde que 65,7 milhões de brasileiros desistiram de procurar trabalho

Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução/Facebook

Jair Bolsonaro continua tentando esconder as seguidas crises políticas e institucionais do seu governo, além da incapacidade da equipe econômica de Paulo Guedes de devolver o desenvolvimento ao país. Na manhã deste sábado (29), ele foi ao Twitter para destacar “a geração de emprego” e exercer uma de suas obsessões preferidas: criticar o PT.

“O setor industrial volta a investir e gerar empregos. O Índice de Confiança da Indústria subiu pelo quarto mês consecutivo (FGV). Foram décadas de destruição de PT e seus aliados ou adversários coniventes. Aos poucos, vamos resgatando nosso país”, tuitou.

Mesmo assim, Bolsonaro tentou responsabilizar a economia externa pelo cenário atual: “Nunca podemos esquecer que atrelado a todos os problemas internos atuais e históricos, existe também uma realidade econômica mundial. Seguimos fazendo nossa parte!”, postou.

Bolsonaro omite que, apesar do índice de desemprego ter obtido uma leve diminuição no início de 2020, ainda atinge 11,9 milhões de brasileiros, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta sexta-feira (28).

Melhora enganosa

No entanto, o que o presidente também esconde é que a ligeira melhora no mercado de trabalho foi impulsionada pela diminuição do número de pessoas à procura de trabalho, e pelas contratações temporárias nos últimos meses de 2019.

O grupo de pessoas fora do mercado e que já desistiu de procurar emprego avançou 1,3%, atingindo um novo recorde: são 65,7 milhões de pessoas. Esses dados, Bolsonaro não divulga em seu Twitter.


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