Bolsonaro perde força no Amazonas e Lula já aparece na frente em pesquisa

Levantamento mostra significativa vantagem para o ex-presidente, no estado que na última eleição deu vitória muito apertada para o atual mandatário.

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Por Mário Adolfo Filho

A força do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Amazonas já não é mais a mesma. Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (24) pela empresa Perspectiva Mercado e Opinião mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já aparece como franco favorito para as eleições de 2022 e com 10,5% de vantagem sobre o atual presidente.

Nas eleições de 2018, Jair Bolsonaro foi vencedor no Amazonas com 50,27% contra 49,75% de Fernando Haddad. Entretanto, em Manaus, onde o eleitorado é maior e historicamente define os pleitos, Bolsonaro venceu por 65,72%, enquanto que o petista teve apenas 34,28%.

Dois anos depois, esta vantagem parece estar se dissipando. De acordo com a pesquisa, no total, Lula já aparece em primeiro lugar, com 38,3% das intenções de voto, contra 27,8% do atual presidente, apresentando uma diferença de 10,5% na pergunta estimulada em 1ª opção.

A pesquisa apresentou outros nomes na estimulada. Depois de Lula e Bolsonaro, aparecem empatados tecnicamente, Sérgio Moro (7,6%), Ciro Gomes (5,3%) e Luciano Huck (4,6%). João Dória ficou em sexto, com 2,8%, seguido por João Amoedo, com 1,2%, em sétimo, e por Guilherme Boulos, 1,0%, em oitavo. Os dois últimos colocados foram Álvaro Dias, com 0,7%, e Flávio Dino, com 0,1%.

Análise – Segundo Durango Duarte, coordenador da pesquisa e proprietário da Perspectiva, empresa tradicional no Amazonas e com 28 anos de história, os números já podem sinalizar um prenúncio de mudança entre o eleitorado da capital amazonense.

“Quando analisados os eleitores de Lula e Bolsonaro pelos cruzamentos com as variáveis de controle, percebe-se que há um empate técnico em Manaus, com 30% para o petista e 28% para o presidente. No interior, segundo a pesquisa, Lula mostra maior poderio eleitoral, com 50% contra 27%, uma vantagem de 23 pontos”, explica Durango.

A pesquisa ouviu 1.670 entrevistados entre os dias 16 e 23 de março em Manaus, Manacapuru, Itacoatiara, Parintins, Tefé, Coari, Maués, Tabatinga e Humaitá. A margem de erro é de 2,4% para mais ou para menos, com grau de confiabilidade de 95%, o que significa dizer que se fossem feitas 100 entrevistas com a mesma metodologia, 95 estariam dentro da margem de erro prevista.

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