Governo Bolsonaro deve prorrogar Auxílio Emergencial até abril de 2022

Durante evento em Minas Gerais, o presidente afirmou que já "está batido o martelo" e que em breve o valor será revelado

Prestes a anunciar o valor de R$ 400 para o programa “Auxílio Brasil”, que vai substituir o “Programa Bolsa Família”, o governo Bolsonaro deve anunciar até a semana que vem a prorrogação do “Auxílio Emergencial”, que deve seguir até abril de 2022.

Focado em sua reeleição, o presidente Bolsonaro declarou em evento na cidade de São Roque (MG), de que o “martelo já está batido” e que o Auxílio Emergencial será prorrogado. Ainda de acordo com o mandatário, o novo valor já foi definido, mas não revelou de quanto será.

“Até digo para vocês, a questão do auxílio emergencial, que está batido o martelo no seu valor juntamente ao Paulo Guedes e outros ministros no sábado, é um valor para dar dignidade a esses necessitados. O ideal é que todos tivessem seu ganha-pão, tivesse emprego, mas as consequências da pandemia agravaram essa questão e não somos insensíveis a esses mais necessitados”, disse Bolsonaro.

Derrota para Guedes

A extensão do Auxílio Emergencial é mais uma derrota para o Ministro da Economia, Paulo Guedes, que era contrário à extensão do programa.

Para o ministro da Economia, não fazia sentido entender o Auxílio Emergencial, pois, a pandemia está arrefecendo.

Todavia, a ala econômica foi derrotada pela ala política, liderada pelos ministros Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional), Onyx Lorenzoni (Trabalho) e João Roma (Cidadania).

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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