Bolsonaro tem recorde de 59% de rejeição faltando um ano para a eleição

O índice de rejeição de Bolsonaro é 21 pontos maior do que o do ex-presidente Lula. Nunca um presidente foi eleito - ou reeleito - no país com rejeição de dois terços do eleitorado

Faltando um ano para as eleições presidenciais, Jair Bolsonaro (Sem partido) é, disparado, o presidente com maior índice de rejeição na comparação com os presidentes que venceram as últimas oito eleições.

Segundo levantamento realizado pelo Datafolha, hoje 59% dos brasileiros dizem que não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro.

O índice de rejeição é 21 pontos maior do que o do ex-presidente Lula, que lidera as pesquisas de intenção de votos – e é rejeitado por 38% dos eleitores.

Os dados confirmam o que parece cada dia mais factível: Bolsonaro não deve se reeleger, caso os números não sejam revertidos. Desde 1989, nunca um presidente eleito teve mais do que um terço de rejeição no eleitorado.

Em 2018, Bolsonaro conseguiu se eleger com 44% de rejeição – um recorde até então.

FHC, Lula e Dilma

Nas duas disputas eleitorais em que foi eleito, Lula tinha um índice de rejeição em torno de 30% do eleitorado, tanto um ano antes quanto nas proximidades do pleito.

Antes de disputar a eleição em 1989, Fernando Collor de Mello tinha 11% de rejeição. O índice foi aos 30% durante o processo eleitoral.

Em 1994, o tucano Fernando Henrique Cardoso era rejeitado por 12%, chegando a 17% nas proximidades da votação. Quatro anos depois, FHC era rejeitado por 25% e depois por 21% durante o processo que o reelegeu – no único caso em que a queda da rejeição caiu nas proximidades da eleição.

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Em 2009, Dilma Rousseff (PT) tinha 21% de rejeição antes e chegou a 27%, índice que foi mantido um ano antes da reeleição, em 2009, e subiu para 33% durante a votação.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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