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28 de maio de 2009, 13h31

Bolsonaro faz troça com desaparecidos políticos

Parlamentar carioca do PP, famoso por defender a ditadura militar, afixa cartaz que desrespeita busca de mortos na guerrilha do Araguaia

Parlamentar carioca do PP, famoso por defender a ditadura militar, afixa cartaz que desrespeita busca de mortos na guerrilha do Araguaia

Por Redação

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) de novo desrespeitou as vítimas da ditadura militar. Um cartaz afixado no gabinete do parlamentar desde 2005, segundo sua assessoria, provocou a reação de congressistas de esquerda. Com os dizeres “quem procura osso é cachorro”, a peça ironiza a busca de desaparecidos na guerrilha do Araguaia, organizada nos anos 1970.

A parlamentar Jô Moraes (PCdoB-MG) promete entrar com um processo no Conselho de Ética contra o deputado por falta de decoro. “É o cúmulo da falta manifestou-se o diretor de Comunicação Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo, Delson Plácido, em carta enviada ao Presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP).

O deputado é notório pelas declarações estapafúrdias e grosseiras. Em agosto de 2008, ao sair de um evento, disse que o erro da ditadura foi “torturar e não matar” em um bate-boca com manifestantes.

No ano de 2005, em uma sessão solene na Câmara dos Deputados, o parlamentar homenageou militares que participaram da repressão à Guerrilha do Araguaia. Entre outras excrescências do seu discurso, se referiu à ministra Dilma Roussef, que foi presa e torturada, dizendo: “não falarei do seu passado particular nesta Casa. Se tentar reagir, exporemos seu passado. A tortura que V. Exa. sofre foi fruto de abstinências”. À época, não houve reações indignadas da grande imprensa, embora o fato tenha sido tema do editorial da Fórum.


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