Boulos dispara: “Espero que não tenha nenhuma palhaçada no julgamento do Lula”

Em entrevista à Fórum, o líder do MTST também afirmou que a CPI da Covid pode derrubar o presidente Bolsonaro ainda esse ano

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e pré-candidato do PSOL ao governo do estado de São Paulo afirmou que a CPI da Covid pode derrubar o presidente Bolsonaro ainda esse ano e que “espera que não tenha nenhuma palhaçada no julgamento do Lula” que acontece nesta quarta-feira (14) no Supremo Tribunal Federal (STF).

“O Brasil não aguenta esperar até 2022 com 4 mil mortes por dia, com milhões passando fome. A instalação da CPI é necessária e pode ser decisiva para que a gente derrubar o Bolsonaro, para que tenha o processo de impeachment ainda esse ano”, disse Boulos.

Ao comentar a sessão desta quarta, onde STF irá discutir se mantém a decisão do ministro Edson Fachin de anular as condenações do presidente Lula no caso do triplex do Guarujá, Boulos foi enfático e disse esperar que não haja “palhaçada”.

“Eu espero francamente que não se tenha nenhum tipo de palhaçada. Porque começa a virar um negócio esculhambado. Você teve uma demora tremenda para julga o pedido de suspeição, um atraso de três anos para reconhecer que Curitiba não era competente para julgar o Lula. Nesse meio tempo você teve uma demonstração para o país inteiro ver da suspeição do Sergio Moro e como se envolveu procurador, promotor, juiz, um baita de um conluio de politização do judiciário. Se o STF, contra todas as evidências, recua disso, aí esculhambou de vez. Eu acho pouco provável, mas nós estamos no brasil”, disse.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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