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29 de janeiro de 2020, 19h20

Candidato de Evo na Bolívia acusa ditadura de usar Poder Judiciário para influir na eleição presidencial

O economista foi acusado de manejo indevido de recursos públicos, em um processo que já tramita há três anos, mas que passou a envolvê-lo como réu exatamente no dia seguinte do anúncio de que ele seria o presidenciável do MAS nas eleições de 3 de maio.

Evo Morales e Luis Arce (Foto: reprodução Twitter)

Em meio à uma multidão de militantes do partido MAS (Movimento Ao Socialismo, liderado por Evo Morales), o economista Luis Arce chegou, nesta quarta-feira (29), ao edifício da Promotoria Anticorrupção da Bolívia, acompanhado do seu advogado, Wilfredo Chávez.

O economista foi acusado de manejo indevido de recursos públicos, em um processo que já tramita há três anos, mas que passou a envolvê-lo como réu exatamente no dia seguinte do anúncio de que ele seria o presidenciável do MAS nas eleições de 3 de maio.

Tal situação levou o próprio Arce e demais líderes do MAS, incluindo o próprio Evo Morales, a acusar a ditadura de Jeanine Áñez de utilizar o Poder Judiciário para influir no processo eleitoral.

Ainda assim, Arce explicou que preferiu comparecer à audiência, mesmo acreditando que se trata de um processo de lawfare: “Sou um homem transparente, vim dar minha declaração, pois não tenho nada para ocultar. Não sou corrupto, não sou ladrão. Minha equipe de advogados e a própria promotora já encontraram as falhas de procedimento no processo. O que temos aqui é, claramente, um processo político contra a candidatura do MAS”.

Áñez, que era senadora da oposição de direita até outubro, assumiu o poder em novembro, com o apoio explícito das Forças Armadas, após o golpe de Estado contra Morales. Sua designação sequer contou com quórum mínimo no Senado, e foi realizada com o plenário quase vazio, com a ausência dos parlamentares do MAS.


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