Carl Nassib, jogador do Raiders, se torna o primeiro a se assumir gay na história da NFL

O atleta foi às redes sociais para revelar a sua orientação sexual e afirmou que espera que um dia declarações desse tipo “sejam desnecessárias”

O jogador do Las Vegas Raiders, Carl Nassib, usou as redes sociais para revelar que é gay. Com isso, Nassib se torna o primeiro atleta da história da NFL a se assumir homossexual ainda na ativa.

“E aí pessoal, estou na minha casa em West Chester, Pensilvânia. Eu só queria ter um momento rápido para dizer que sou gay. Eu tenho pretendido fazer isso há um tempo, mas finalmente me sinto confortável para tirar isso do meu peito. Eu realmente tenho a melhor vida, a melhor família, amigos e trabalho que um cara pode pedir”, revelou o atleta.

Em seguida, Nassib afirma que é uma pessoa reservada e que não saiu do armário para chamar a atenção.

“Sou uma pessoa bastante reservada, então espero que vocês saibam que não estou fazendo isso para chamar atenção. Só acho que representação e visibilidade são muito importantes. Na verdade, espero que um dia, vídeos como este e todo o processo de revelação não sejam necessários, mas até então farei o meu melhor e minha parte para cultivar uma cultura de aceitação e compaixão”, disse Nassib.

Posteriormente, o atleta revelou que fez uma doação de US$ 100 mil para o Projeto Trevor, organização que visa trabalhar com a prevenção ao suicídio para jovens LGBT.

Além de histórico, o ato de Nassib parece contar com o apoio de sua equipe, pois, na mesma postagem o perfil oficial do Raiders comentou com um emoji de coração.

A história de atletas que não saem do armário por medo de perder patrocínio e o emprego é comum e também já foi retratada em algumas séries estadunidense. Uma delas é “Queer as folk”, exibida entre 1999 e 2004, a trama mostrou a história de um jogador de futebol americano que saiu do armário e viu a sua carreira ser destruída.

Mais recentemente, a série “Euphoria” também está abordando trama semelhante, mas até o momento os personagens (são dois) ainda não saíram do armário por medo de represálias e o roteiro da série, que ainda está no ar, tem enveredado para uma possível bissexualidade das personagens. Além disso, a trama mostra o ambiente masculinista e sufocante de tal esporte.

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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).

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