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29 de agosto de 2019, 06h57

Carlos Bolsonaro tem chilique nas redes após congresso aprovar projeto que criminaliza fake news eleitoral

"Quem ditará o que é fakenews ou não? Já sabemos!", escreveu o vereador depois da aprovação do projeto que prevê pena de de até 8 anos de prisão a quem divulgar notícias falsas

Carlos Bolsonaro (Reprodução)

Depois que o Congresso derrubou na noite desta quarta-feira (28) o veto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a penas mais duras para quem propaga fake news nas eleições, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) deu um chilique nas redes sociais. O filho influencer do presidente disse que o projeto imputa fake news “a quem interessa” e que a liberdade de expressão está ameaçada no país.

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“Quem ditará o que é fakenews ou não? Já sabemos! A liberdade de expressão sendo cerceada sob pretexto de palavras bonitas. Brasil virando Venezuela!”, escreveu o vereador.

O filho 02 do presidente ainda compartilhou uma imagem do movimento “Avança Brasil” dizendo que “Caiu a máscara! Haddad multado por impulsionar fake news”. Carlos também comentou que está muito tranquilo com a “censura” que diz ser o projeto, e que se preocupa “pelo que isso vai virar”.

Derrota das notícias falsas
Com o projeto aprovado pelo Congresso, a pena para quem divulgar notícias falsas com objetivo eleitoral será de dois a oito anos de reclusão. No entanto, a pena só será aplicada quando estiver comprovado que o acusado sabia da inocência do alvo da notícia falsa propagada.

Em seu veto, aplicado em junho, Jair Bolsonaro havia argumentado que a nova pena “viola o princípio da proporcionalidade entre o tipo penal descrito e a pena cominada”. O veto de Bolsonaro foi derrubado por 326 deputados e 48 senadores.

Tanto a campanha de Bolsonaro quanto o seu atual governo são famosos pelo compartilhamento de imagens e notícias falsas. Neste mês, a assessora Rebecca Félix da Silva, que agora atua no Palácio do Planalto, afirmou em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que trabalhou durante a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência e que presenciou o encaminhamento de notícias falsas a favor do candidato da casa de um empresário no Rio.


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