quarta-feira, 30 set 2020
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Casos de Covid-19 sobem 56% nas classes A e B paulistanas

Estado de SP todo entra na fase em que se permite abrir bar e salão de beleza e, agora, área que regredir volta direto para fase vermelha e terá de fechar comércio não essencial

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse nesta quinta-feira (11) que o número de casos de Covid-19 subiu 56% entre as classes A e B da cidade.

O dado consta do inquérito sorológico que a prefeitura vai divulgar na semana que vem.  E, segundo ele, deixou a administração preocupada.

“Essa doença começou na região central e depois atacou em especial a periferia”, afirmou. Disse que os quatro inquéritos sorológicos realizados até o momento mostravam prevalência de casos na periferia paulistana.

“Mas agora esse último traz esse dado, já tabulado de aumento de 56% na região oeste da cidade”, afirmou. Essa região é a que concentra os bairros de mais alta renda da capital paulista.

Covas divulgou esses dados durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Direto pro vermelho

Na mesma entrevista, foi anunciado que, a partir de agora, as regiões do estado que tiverem piora nos índices relativos à doença vão voltar direto para a fase vermelha. Nessa fase, só serviços essenciais podem abrir, como supermercados, farmácias e postos de gasolina.

Os índices que balizam a fase de cada região são principalmente velocidade de contaminação e ocupação de leitos hospitalares. Todas as regiões do estado estão na fase amarela agora. Nessa categoria, bares e restaurantes podem receber clientes, mas com maior distanciamento entre as mesas e menor capacidade. Além disso, serviços como salões de beleza podem reabrir, com regras sanitárias restritas. As aulas presenciais também podem ser retomadas.

Contudo, a partir de agora, as atualizações de fase, que eram semanais, passam a ser mensais. Por isso, uma eventual regressão vai pular a fase laranja, intermediária, que permite abertura do comércio não essencial.

Fabíola Salani
Fabíola Salani
Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.