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10 de julho de 2020, 17h42

Cazaquistão nega ter surto de pneumonia desconhecida mais mortal que a covid-19

Embaixada da China no país emitiu alerta sobre alta de casos e mortes; agências de notícias cazaques também apontam número elevado de internações

Célula infectada com partículas do vírus SARS-COV-2 (coronavírus)/Foto: NIAID

O governo do Cazaquistão negou nesta sexta-feira (10) um relatório publicado por autoridades chinesas de que o país está passando por um surto de uma “pneumonia desconhecida” e potencialmente mais mortal do que o coronavírus.

Na última quinta-feira (9), a Embaixada da China no Cazaquistão emitiu um alerta aos seus cidadãos que vivem no país de que a pneumonia havia matado 1.772 pessoas, incluindo chineses. Segundo a embaixada, foram 628 óbitos só em junho e “esta doença é muito mais letal que a covid-19”.

“O Departamento de Saúde do Cazaquistão e outras agências estão realizando pesquisas comparativas e não definiram a natureza do vírus da pneumonia”, diz o comunicado. Novos casos da pneumonia não identificada vêm aumentando significativamente desde junho em todo o país, prossegue a embaixada, acrescentando que algumas localidades registram centenas de novos casos por dia.

Nesta sexta, o Ministério da Saúde do Cazaquistão reconheceu a presença de “pneumonias virais de etiologia não especificada”, mas negou que o surto fosse novo ou desconhecido.

“Em resposta a esses relatórios, o Ministério da Saúde da República do Cazaquistão declara oficialmente que essa informação não corresponde à realidade”, afirma a nota. O governo cazaque acrescentou ainda que a classificação de pneumonia “não especificada” seguiu as diretrizes da Organização Mundial de Saúde “para o registro de pneumonia quando a infecção por coronavírus é diagnosticada clínica ou epidemiologicamente, mas não é confirmada por testes laboratoriais”.

O relatório das autoridades chinesas foi repercutido por jornais da China e da Índia. A rede de TV dos Estados Unidos CNN também cita o documento, mas diz que não conseguiu verificar as informações de forma independente.

Nesta semana, agências de notícias do Cazaquistão também apontaram um salto no número de casos de pneumonia em cidades como Nursultan, no último mês de junho. As agências citam dados oficiais do governo cazaque e indicam entre 200 e 300 internações por dia de pacientes com problemas respiratórios graves.


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