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02 de fevereiro de 2012, 09h48

Centenário de Josué de Castro será lembrado em reunião do Consea em Recife

 Os 100 anos de nascimento do médico e sociólogo pernambucano Josué de Castro serão lembrados hoje, 5, na 6ª Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), que será realizada em Recife. Patrono do conselho, Josué é considerado pioneiro e uma referência internacional em estudos sobre as causas da fome.

O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, diz que a obra de Josué abriu o caminho para as políticas de segurança alimentar e nutricional e de apoio à agricultura familiar que estão sendo desenvolvidas hoje no Brasil.

Para Ananias, Josué de Castro foi o primeiro grande cientista social. “Ele colocou o tema da fome e da desnutrição no campo da política, dizendo que a fome é uma manifestação biológica de problemas sociológicos”, avalia.

O ministro lembra que, entre 2003 e 2007, 19 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza. Segundo ele, nas 11 milhões de famílias que recebem o benefício do Bolsa Família 92% das crianças têm pelo menos três refeições diárias e mais de 80% dos adultos estão se alimentando melhor. “Estou convencido de que vamos cumprir a meta número um dos objetivos do milênio, da Organização das Nações Unidas para 2015, que é erradicar a fome e reduzir a pobreza”, afirma.

A conselheira Sônia Lucena diz que o trabalho do Consea se identifica com os estudos de Josué de Castro, especialmente quando defende que a solução para a fome deve passar por vários setores da sociedade. “Não podemos pensar que a causa da fome seja única e nem que a solução venha de um milagre ou de uma única pessoa. A solução da fome depende de uma decisão política, de uma grande participação social, e o Consea tem procurado fazer isso”.

Segundo ela, a reunião do Consea em Recife será um reconhecimento à contribuição que Josué de Castro deu ao Brasil e ao mundo.

Josué de Castro foi presidente da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) entre 1952 e 1956. Também foi embaixador do Brasil na Organização das Nações Unidas e foi indicado duas vezes ao Prêmio Nobel da Paz. Ele morreu em 1973, durante exílio na França.


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