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02 de fevereiro de 2012, 09h48

Cerca de 120 mil professores vão às ruas de Portugal

Fotos: Pedro Sousa Tavares e Luis Forra/Lusa

"Mais de 120 mil professores (80% de toda a classe) manifestaram-se neste domingo nas ruas de Lisboa contra as políticas de Educação do Governo de José Sócrates (Partido Socialista), e em particular contra o modelo de avaliação de desempenho que este pretende concretizar", afirma o editorial do site O Diario.Info.
Ultrapassando em dimensão a gigantesca mobilização do último 8 de Março (mais de 100 mil), esta manifestação ampliou o que na anterior era já absolutamente excepcional: a concentração conjunta da esmagadora maioria dos membros de uma classe profissional, um gigantesco e combativo plenário, uma classe profissional em peso levantada em defesa dos seus direitos e da sua dignidade e do próprio sentido cívico da sua profissão.

"Acabou-se o entendimento"

Com a maioria da classe na rua em protesto, os professores romperam negociações e não aceitam o modelo imposto pelo governo. No fim da maior manifestação da categoria, o líder da Fenprof e porta-voz da Plataforma Sindical reconheceu que "neste momento, não há espaço para meios-termos e não há entendimento possível. Da nossa parte, não há nenhuma abertura para nada que não seja a suspensão imediata". Mário Nogueira apelou aos professores para que parem a avaliação e o plenário aprovou protestos no fim de Novembro e uma greve nacional para 19 de Janeiro, no segundo aniversário da publicação do Estatuto da Carreira Docente.

Ao anunciar a saída da Plataforma comissão paritária de acompanhamento do processo de avaliação, Mário Nogueira disse que a ministra sofre de "analfabetismo político", por não ter "capacidade democrática para interpretar o significado das manifestações". Maria de Lurdes Rodrigues reagiu à contestação sem precedentes da classe reafirmando que não recua na aplicação do seu modelo de avaliação e acusando os professores de estarem a agir em função das eleições legislativas que se aproximam. Suspender a aplicação deste modelo de avaliação "não tem sentido nenhum”, no entender da ministra, que também se pronunciou sobre a greve anunciada, dizendo que “não será a primeira nem a última”.

Na resolução aprovada, os professores presentes comprometeram-se a recusar "concretizar qualquer atividade que conduza à instalação ou desenvolvimento do modelo imposto pelo Ministério", promovendo moções em cada escola para a suspensão do processo. E também aprovaram "protestos descentralizados" para o fim deste mês: dia 25 nas capitais de distrito do Norte, 26 no Centro, 27 na Grande Lisboa e 28 no Sul.

A greve nacional de professores e educadores ficou marcada para dia 19 de Janeiro, o Dia Nacional de Luto dos Professores e Educadores Portugueses, quando se completam dois anos sobre a publicação do Estatuto da Carreira Docente.

(Com inormações de agência e da Esquerda.net)

Assista aos vídeos da manifestação

 


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