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11 de outubro de 2013, 21h55

Greve dos bancários chega ao fim em diversas regiões do país

Para presidenta do sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, paralisação foi vitoriosa e garantiu aumento real nos salários

Para presidenta do sindicato de São Paulo, Juvandia Moreira, paralisação foi vitoriosa e garantiu aumento real nos salários

Por Redação

Greve durou 23 dias (Foto: Agência Brasil)

Nesta sexta-feira (11), funcionários de bancos públicos e privados de diversas regiões do país aprovaram o fim da greve, que já durava 23 dias. A partir de segunda-feira (14) as agências voltam a funcionar normalmente.

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) haviam chegado a um acordo para encerrar a greve, na madrugada desta sexta (11). A proposta foi levada às assembleias, que determinam se aceitam a proposta. A categoria terá um ajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. Os pisos salarias foram reajustados em 8,5%, com ganho real de 2,29%.

Os grevistas irão compensar o tempo de paralisação trabalhando uma hora a mais por dia, até 15 de dezembro, os bancos irão anistiar os demais 71% da duração da greve.

“Os bancários têm muitos motivos para comemorar. Conseguimos avançar numa campanha em que os bancos, desde o início, alegavam não ter condição de aumentar os ganhos dos trabalhadores. Nossa união e mobilização garantiu pelo décimo ano seguido aumento real para os salários, acumulando ganhos de 18,33% nos salários e 38,7% nos pisos”, disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira.

Cidades ou estados que já aceitaram o acordo: São Paulo (cidade), Rio de Janeiro (cidade), Poços de Caldas, Varginha, Taubaté, Uberlândia, Rondônia, Roraima, Ceará, Mato Grosso, Piauí e Amazonas (exceção ao Banco de Amazonas, que manterá a greve).


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