Chile registra mais de 26 mil prisões desde o início da crise social

Números medem os casos registrados entre os dias 18 de outubro e 11 de novembro. Só na capital Santiago foram detidas quase 9 mil pessoas. Números são oficiais, divulgados pelo Poder Judiciário

Nesta quinta-feira (14), o Poder Judiciário chileno divulgou um novo balanço das prisões realizadas desde o início da convulsão social que tomou conta do país.

Os números apresentados são impressionantes: entre os dias 18 de outubro (quando houve a primeira grande manifestação) até o dia 11 de novembro, foram registradas 26.125 detenções. Somente na cidade de Santiago, capital do país, foram 8.664 prisões.

O informe também revela que apenas 1.108 desses casos foram declarados ilegais, e os prisioneiros terminaram sendo libertados, o que corresponde a apenas 4,2% dos casos. No entanto, o documento afirma também que muitas dessas prisões, sobretudo as mais recentes, ainda estão sendo avaliadas pela Justiça.
Além disso, o Ministério Público chileno também apresentou 1.716 pedidos de prisão preventiva, dos quais 1.396, foram aceitos (81,3% do total).

Diante desse panorama, a Corte Suprema de Justiça, órgão máximo do Poder Judiciário chileno, afirmou através do seu porta-voz, Lamberto Cisternas, que “a situação é obviamente grave, e esperamos que as demais instituições também atuem para encontrar soluções para a insatisfação social, porque é cada vez mais difícil pensar que as comunidades e que a sociedade possam suportar esta situação por muito mais tempo”.

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Victor Farinelli

Jornalista formado pela Universidade Católica de Santos, há 15 anos é correspondente na Argentina (2004 e 2005) e no Chile (desde 2006).