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02 de fevereiro de 2012, 09h48

Cinquenta e quatro milhões moram em condições inadequadas

Uma análise da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) referente a 2007 aponta que aproximadamente 34,5% da população urbana do País vive em condições de moradia inadequadas, num total de 54 milhões de pessoas. O estudo foi produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgado hoje.

Segundo o levantamento, enquanto os 10% mais ricos detêm 75% da riqueza nacional, um a cada três brasileiros das cidades não tem condições dignas de moradia. Entre os 20% mais pobres urbanos, o nível de cobertura de água canalizada por rede geral é de pouco mais de 83%, enquanto os 20% mais ricos têm índices de 96% de cobertura de água.

Para os 20% mais pobres, a cobertura de rede geral de esgoto ou fossa séptica é de 64,6%. Já para os 20% mais ricos, a cobertura ronda os 92,8%.

Saneamento Básico
No que diz respeito ao saneamento básico, o Brasil alcançou, em 2007, a meta do milênio relativa ao acesso à água potável nas áreas urbanas prevista para 2015, pois existe água canalizada de rede geral no interior do domicílio de 91,3% dos moradores em cidades.

No último ano, foi possível levar água de rede geral para quase 2,2 milhões de brasileiros: 2 milhões residentes em áreas urbanas e 198 mil moradores de zonas rurais.

Na questão da água, observa-se que, entre 2006 e 2007, o maior incremento absoluto (cerca de 877 mil pessoas) aconteceu no Nordeste. Porém, dentre os 20% mais pobres residentes em áreas urbanas, o nível de cobertura de água canalizada por rede geral em 2007 é de pouco mais de 83%, enquanto os 20% mais ricos possuem índices de cobertura desses serviços superiores a 95,7%, uma diferença de quase 13 pontos percentuais.

Da Pnad em 2006 para a 2007, houve aumento de três pontos percentuais na proporção da população urbana com acesso à rede coletora de esgoto. O déficit absoluto desses serviços nas áreas urbanas, no entanto, ainda supera os 30 milhões de pessoas, apesar de ser quase 4,5 milhões mais baixo do que o déficit absoluto de esgoto que havia em 2006.

Os serviços de coleta direta e indireta de lixo estavam disponíveis para quase 97,6% da população urbana em 2007 (90% de forma direta e 7,6% coletados indiretamente), representando um aumento de 0,5 ponto percentual em relação a 2006.

Habitação
A proporção de pessoas que moram em domicílios urbanos com superlotação domiciliar, ou seja, com uma densidade superior a três pessoas por cômodo servindo como dormitório, é de 12,3 milhões de pessoas ou 7,8% da população urbana.

O gasto com aluguel é outro problema apontado: 5,4 milhões de brasileiros despendiam em 2007 mais de 30% da sua renda apenas com o pagamento do aluguel.

No caso das favelas, houve aumento em mais de 2 milhões de pessoas, alcançando a cifra de quase 7 milhões de brasileiros, dos quais 4 milhões moram na região Sudeste, concentrados nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Com relação à população negra e parda, segundo os dados do Pnad, eles representam 66,3% dos moradores em cortiços, 52% da população sem teto, 65,6% dos residentes em favelas, 52,7% dos moradores com irregularidade fundiária e 65,8% das pessoas que moram adensadas.


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