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18 de junho de 2019, 10h10

Citado na Vaza Jato, Tacla Durán afirma ter pago 5 milhões de dólares para não ser preso

Nome do ex-advogado da Odebrecht apareceu em diálogo de Moro com Dallagnol, que afirma que operação "do taccla (SIC) pelo risco de evasão, depende de articulação com os americanos (que está sendo feita)”

Muito antes das reportagens do The Intercept, e dos questionamentos à Operação Lava Jato virarem modinha, um sujeito já havia denunciado, solitariamente, o lado podre da República de Curitiba. Se trata de Rodrigo Tacla Durán, o ex-advogado da Odebrecht que se refugiou na Espanha em 2017, com medo de represálias daqueles que o extorquiram.

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As revelações do escândalo Vaza Jato trouxeram seu nome à tona mais uma vez, a partir de um diálogo entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, que teria acontecido no dia 31 de agosto de 2016, segundo o The Intercept, em que o juiz pergunta ao procurador se não estavam há muito tempo sem novas operações, e recebe a seguinte resposta: “É sim. O problema é que as operações estão com as mesmas pessoas que estão com a denúncia do Lula. Decidimos postergar tudo até sair essa denúncia, menos a op do taccla [Tacla Durán] pelo risco de evasão, mas ela depende de articulação com os americanos (que está sendo feita)”.

Em entrevista ao portal UOL, o advogado contra que decidiu fugir do Brasil após a extorsão que sofreu por parte de pessoas ligadas à Lava Jato. Ele assegura: “paguei para não ser preso”, e indica que o valor foi pago em partes. A primeira parte, 612 mil dólares, teria sido entregue ao advogado Marlus Arns. O valor total desembolsado por Tacla Durán para escapar da prisão, segundo seu testemunho ao UOL, seria de 5 milhões de dólares.

Outra figura que teria participou da extorsão, segundo o testemunho de Tacla Durán, é o advogado Carlos Zucolotto Junior, amigo pessoal de Moro e sócio de sua mulher, Rosângela Moro.

Após sua fuga para a Espanha, Tacla Durán passou a ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba por uma série de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Seu pedido de extradição ao Brasil foi solicitado pelo próprio Sérgio Moro, quando ainda era juiz da 13ª Vara de Curitiba. Contudo, a ordem foi rejeitada pela Justiça espanhola. Em Madri, onde é considerado um refugiado, o advogado vive em liberdade.


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