CNJ decide apurar conduta de desembargador Ivan Sartori

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Em julgamento, Sartori disse que "não houve massacre do Carandiru" e pediu a absolvição dos policias militares envolvidos. Por Rede Brasil Atual O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou abertura de inquérito para apurar eventual violação dos deveres do desembargador do Tribunal de São Paulo Ivan Sartori. Em setembro, no julgamento do massacre do Carandiru, ele afirmou que não houve massacre dos 111 detentos, mas "legítima defesa dos policiais". Sartori ainda pediu a absolvição dos 74 PMs condenados pelo júri popular a penas que somaram 20.876 anos de prisão. Depois, nas redes sociais, acusou a imprensa e organizações de direitos humanos de serem financiadas pelo crime organizado. Após as afirmações do desembargador, mais de 60 juristas, jornalistas e ONGs enviaram reclamação disciplinar ao CNJ pedindo o afastamento de Sartori e a apuração de abusos, quebra de decoro, falta de isonomia e imparcialidade na condução do caso. "Ele demonstra destempero, falta de imparcialidade, quebra de decoro, além de demonstrar suspeição para o caso, na qual ele tem uma predileção pela Polícia Militar e um desapreço pelo direitos humanos", afirma Henrique Apolinário, da ONG Conectar Direitos Humanos, em entrevista ao repórter Jô Miyagui, da TVT. O Conselho Nacional de Justiça decidiu não afastar Ivan Sartori, mas fará a investigação. O desembargador só deve ser notificado em janeiro e as investigações começam no ano que vem.