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18 de junho de 2020, 21h44

Cobertura do caso Queiroz no JN da Globo teve 35 minutos e 20 segundos

O telejornal detalhou a prisão do ex-assessor de Flávio, amigo do presidente Jair Bolsonaro há 30 anos, e as investigações do esquema de corrupção do qual ele é peça-chave

Foto: Reprodução

O Jornal Nacional dedicou 35 minutos e 20 segundo para mostrar a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), na edição desta quinta-feira (18). O telejornal da Globo detalhou a investigação sobre o esquema de corrupção envolvendo o filho do presidente e apontou ligações do caso com Jair Bolsonaro.

As reportagens mostraram em detalhes a operação para prender Queiroz, que estava na casa do advogado de Flávio, Frederick Wasser. O JN ressaltou que Wasser negava conhecer o paradeiro de Queiroz e era “muito próximo da família Bolsonaro”.

Segundo o JN, policiais procuraram provas no imóvel e a operação foi autorizada porque, segundo o Ministério Público, Queiroz buscava destruir provas e ainda tinha “contato com milícias e influência política” para indicar cargos em Brasília e no Rio.

O JN explicou o escândalo da “rachadinha” também com profundidade. Segundo o Ministério Público do Rio, quando era deputado estadual, Flávio Bolsonaro exigia parte do pagamento dos salário de assessores, em esquema gerenciado por Queiroz.

Laranja virou chocolate

O telejornal apontou também que Queiroz é amigo do presidente Jair Bolsonaro há mais de 30 anos e que os dois sempre mantiveram contato.

O JN lembrou que Queiroz trabalhou por dez como assessor e motorista de Flávio, sendo demitido apenas quando as investigações esquentaram. O telejornal destacou mais de uma vez a versão do MP, de que Flávio comandava uma organização criminosa, que funcionava em seu gabinete.

Os principais momentos do caso foram retomados, como o vídeo debochado de Queiroz no hospital, período em que ele sumiu e pagou tratamento em dinheiro vivo, e dois áudios polêmicos. Em uma mensagem, o ex-assessor fala que teme “uma pica do tamanho de um cometa” que viria do MP. Na outra, Queiroz negocia cargos em Brasília, citando comissões que receberia e com referências à família Bolsonaro.

O JN falou também de cheques enviados para a mulher do presidente, Michele Bolsonaro, e das várias versões contraditórias usadas por Flávio para se defender do caso ao longo do tempo. Uma das reportagens aponta ainda a suspeita levantada pelo MP de lavagem de dinheiro do esquema utilizando uma franquia de chocolates de propriedade de Flávio. “A rachadinha virou chocolate”, diz a reportagem.


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