Colaboradora de candidata trans é agredida com mordidas ao fazer campanha em São Paulo

Ao oferecer material de campanha para uma transeunte na Avenida Paulista, militante foi agredida e insultada por ser transexual

Patrícia Borges, que é militante transexual e colaboradora da campanha da candidata à vereadora Erika Hilton (PSOL), que também é uma mulher trans, foi agredida com golpes de barra de ferro e mordidas na Avenida Paulista quando ofereceu o material de campanha para uma mulher que não teve a sua identidade revelada.

Segundo relato de Patrícia Borges ao UOL, a agressora foi abordada primeiro por uma outra pessoa da campanha. Posteriormente, Borges se juntou para falar sobre a candidatura de Hilton, foi neste momento que começaram os insultos e depois as agressões.

“Ela me disse ‘eu não vou votar em travesti’ e começou a me xingar. Logo depois ela voltou com um ‘pau de selfie’ de ferro e me agrediu. Eu consegui segurar, e um outro rapaz, que era da banca de jornal de onde ela pegou o objeto, me ajudou”, disse Borges ao UOl, que depois complementou e informou que dois homens amigos da mulher também a agrediram.

Patrícia Borges e mais duas assessoras da campanha registraram a ocorrência no 78º Distrito Policial, no bairro dos Jardins.

Em seu perfil nas redes, Erika Hilton declarou que ela e sua campanha não vão permitir agressões e que irão “ocupar todos os espaços” com os seus “corpos trans e pretos”.


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Marcelo Hailer

Jornalista (USJ), mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e doutor em Ciências Socais (PUC-SP). Professor convidado do Cogeae/PUC e pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças (NIP-PUC-SP). É autor do livro “A construção da heternormatividade em personagens gays na televenovela” (Novas Edições Acadêmicas) e um dos autores de “O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente” (AnnaBlume).