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29 de junho de 2016, 11h58

Colegas do menino morto por guardas afirmam que estavam desarmados

Em depoimento, os adolescentes afirmaram que não utilizaram armas quando foram perseguidos durante o furto de um carro na Zona Leste de São Paulo; ação da GCM terminou com um menino de 11 anos morto com um tiro na nuca.

Em depoimento, os adolescentes afirmaram que não utilizaram armas quando foram perseguidos durante o furto de um carro na Zona Leste de São Paulo; ação da GCM terminou com um menino de 11 anos morto com um tiro na nuca

Por Redação

Nesta terça-feira (28), dois adolescentes de 14 anos, que estavam com o menino de 11 anos morto pela Guarda Civil Metropolitana no último domingo, afirmaram que não utilizaram armas quando foram perseguidos durante o furto de um carro em Guaianases, Zona Leste de São Paulo. O depoimento foi dado no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa e na Promotoria da Vara da Infância e do Adolescente.

Os jovens apresentaram informações que contrapõem a versão do guarda indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). De acordo com os adolescentes, eles teriam furtado um automóvel estacionado em frente a uma pizzaria utilizando uma chave mixa [dispositivo que auxilia a abertura de portas sem a chave original]. Ao perceberem que o garoto mais novo tinha sido atingido na nuca e que estava desacordado e sangrando, os garotos pararam o carro próximo a uma quermesse e fugiram a pé.

A dupla aguardará investigações em domicílio, sem internação na Fundação Casa. Um dos guardas chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após pagar a fiança estabelecida. Os guardas civis envolvidos estão afastados para apuração dos fatos. A corregedoria da GCM foi acionada pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos, que pede a investigação do caso e medidas assistenciais às famílias dos adolescentes.

Foto: Ariel de Castro Alves


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